A Polícia Civil investiga denúncias contra a proprietária de uma clínica de estética. Desde março, ela tem sido acusada de contratar funcionários sem capacitação profissional adequada e de não cumprir com os contratos e serviços oferecidos. Até ontem, havia pelo menos oito boletins de ocorrência registrados e 15 queixas no Procon (órgão de defesa do consumidor).
A denúncia dessas oito vítimas são contra a dona do espaço, Lilian de Fátima Pinto. Uma delas, que preferiu não se identificar, é uma gerente administrativa. Ela diz que, ao lado de uma amiga, fechou um pacote de massagens e procedimentos estéticos que teriam sido cumpridos até a metade. “Pagamos cerca de R$ 700 e, no meio das sessões, fomos informadas de que não tinha mais material. Liguei várias vezes para remarcar, mandei mensagens e ela não se importou. Até hoje espero por um desfecho, e por isso fui à polícia”, disse.
Segundo a polícia, funcionárias do local também estão sob investigação por não terem os cursos necessários para os procedimentos. Uma, inclusive, é suspeita de atuar ilegalmente como médica. Ela usaria um CRM inexistente e teria receitado remédios para emagrecimento e medicamentos injetáveis. “Apreendemos receitas no nome dessa mulher, que pode responder pelo crime de exercício ilegal da medicina. A Lilian nega envolvimento. Afirma que apenas alugava uma sala para a suposta médica e diz não ter nenhuma relação com isso”, disse o delegado Luís Carlos da Silva, responsável pelas investigações.
Além da Polícia Civil, o Procon apura as denúncias. Segundo o agente fiscal Luís Murari, 15 procedimentos foram abertos. Desses, oito estão em audiência, um foi resolvido e outros seis estão pendentes. “Há suspeita de procedimentos fraudulentos e ilegais de pacotes. Por isso, estamos apurando caso a caso, na tentativa de resolver os problemas entre proprietária e clientes, antes que isso possa ir para a Justiça”, disse.
A advogada de Lilian, Ivonete Tosta, disse que a situação está acordada no Procon e a dona da clínica está à disposição, atendendo normalmente, no Centro. Rebateu as acusações das vítimas e afirmou que várias delas estão devendo à proprietária, por terem feito mais sessões que o estipulado. “Uma gerente, que já até saiu da clínica, não controlava os pacotes. Com isso, algumas clientes fizeram até mais e depois procuraram a polícia, sendo que são elas que devem. Não sei do que estão reclamando”, disse.
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