O terrorismo e a Olimpíada no Rio


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A prisão de pelo menos 11 suspeitos de tramar um ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que cuja abertura está programada para o dia 5 de agosto, não deve ser entendida como o fim da possibilidade de que grupos radicais atuem no País durante o evento. O próprio ministro da Justiça Alexandre de Moraes, classificou o grupo como ‘célula absolutamente amadora e sem nenhum preparo’ por tentar adquirir armas pela internet. Além dos 11 presos (um deles se apresentou na sexta-feira), a Polícia Federal ainda está à procura do 12º membro, conhecido por Leonid El Kadre, e que seria um dos líderes da célula. Estas prisões não podem permitir que as forças de segurança brasileira baixem a guarda na vigilância, principalmente por causa das circunstâncias que levaram à prisão deste grupo.
 
Os 12 suspeitos, que moravam em pontos diversos do País e se comunicavam pela Internet, faziam parte de uma lista de pelo menos 50 pessoas que agiam da mesma forma. O amadorismo da célula em questão transparece nas postagens dos elementos detidos, que falavam abertamente das suas intenções nas redes sociais. Alguns deles ainda tentaram comprar armamento também pela Internet. Tudo isso permitiu que praticamente todos fossem identificados e detidos. Não se sabe, pelo menos até agora, se as forças de segurança do Brasil teriam condições de identificar e prender integrantes de células do EI (Estado Islâmico) que tenham passado por treinamento junto ao grupo jihadista que praticou atentados com sucesso na França, Suíça, Turquia, Líbano e Egito somente neste ano, deixando centenas de mortos.
 
Até o final da realização dos jogos, ninguém poderá respirar aliviado, já que se ativistas do Estado Islâmico resolverem agir, não utilizarão a Internet para se organizar. A chegada de pelo menos 45 chefes de governo e de Estado para acompanhar os Jogos Olímpicos é outro fator de preocupação, multiplicando os alvos dentro de nosso território. Nem o reforço da segurança no Rio de Janeiro durante a Olimpíada — além das forças regulares do Estado, também atuarão a Força Nacional de Segurança, Forças Armadas e Policiais Militares do Estado de São Paulo — é capaz de confortar quem acompanhar o evento. Além de um ataque terrorista, o crime organizado também pode causar surpresas desagradáveis num Estado conflagrado pela violência de grupos rivais que disputam o comando das ações criminosas no Rio. Que Deus nos ajude a evitar algo mais grave.
 
 
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