O agente de turismo Marcel Almeida Prado Oliveira, que junto com a mulher Ana Kaliny Rosa Oliveira, viveu momentos de tensão na tarde da última sexta-feira, durante o atentado em Munique, na Alemanha, relatou o desespero que sentiu logo após o tiroteio que deixou nove mortos e vários feridos na cidade alemã (leia em Brasil).
“Ontem (sexta-feira) foi um dia tenso. Tivemos um tempo livre e eu, com minha esposa, estávamos passeando pela região central de Munique com amigos quando, por volta das 19 horas, nos dirigíamos para a estação do metrô e vimos muitas pessoas correndo e gritando desesperadas. Nos abrigamos em uma casa de ópera, com muita gente. A situação era muito tensa e de total desespero, uma coisa que não estamos acostumados”, disse o francano.
Segundo Oliveira, o principal problema era a falta de informações. “Eles falavam em dois ou três atiradores e a polícia pedia para todos ficassem fechados no lugar que estivessem, por isso permanecemos lá, em uma situação de tensão muito grande.”
Durante muito tempo, carros de polícia e ambulâncias foram vistos pelos francanos em meio à gritaria, assim como sons de tiros foram ouvidos.
“Passadas seis horas do início do tiroteio, as pessoas começaram a sair para suas casas e hotéis. Sem transporte público e táxi, fechados a pedido da polícia, ainda demoramos mais umas três horas para chegar ao hotel em que ficaríamos hospedados. Graças a Deus, tudo terminou bem e não aconteceu nada de mau, tirando o estresse e a tensão. Nós fomos abençoados e não tivemos nenhum problema”, completou.
Os agentes de turismo acompanham um grupo de mais de 350 pessoas, incluindo 250 fiéis da Diocese de Franca, que participarão da JMJ (Jornada Mundial da Juventude), que acontece na Cracóvia, na Polônia, entre os dias 26 e 31 de julho.
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