Motorista que bate em poste em São Paulo pode pagar até R$ 9 mil pelo conserto


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Imagem mostra acidente com poste ocorrido no último dia 16, em Franca.
Imagem mostra acidente com poste ocorrido no último dia 16, em Franca.

Bater o carro em um poste pode custar caro para quem trafega em São Paulo. A empresa AES Eletropaulo revela que em média, o preço da estrutura é de R$ 9 mil. O motorista que quebrar um poste arcará com as despesas do conserto do carro e da estrutura do poste que foi danificado. A empresa esclarece que somente em dois casos o dono do veículo não arca com o prejuízo na via pública: quando foge e não é identificado e quando o veículo foi roubado e o proprietário apresenta um boletim de ocorrência provando que não foi responsável pela colisão.

Somente no ano de 2015, 924 postes precisaram ser substituídos após uma colisão, de acordo com a AES Eletropaulo. Nos seis primeiros meses de 2016, a empresa já trocou 419 postes. A distribuidora de energia revela ainda que a Zona Sul é a região com mais acidentes em que condutores batem em postes.A média é de 20 acidentes do tipo por mês.
 
A empresa lembra ainda que o custo para substituir um poste varia de acordo com a estrutura e equipamentos instalados. A troca de um poste que sustente somente linhas de transmissão de energia elétrica e telefonia é mais barata do que a troca de uma estrutura que tenha transformadores ou caixas de televisão a cabo.
 
A AES Eletropaulo informa que em cerca de 60% dos casos o motorista é identificado e arca com as despesas de substituição da estrutura. O especialista Marcelo Simões dos Santos contou ao site G1 que é possível usar a cobertura do seguro do carro para danos contra terceiros para arcar com a despesa de substituição do poste. "É uma garantia que serve para amparar o segurado de sua responsabilidade civil. A legislação determina que, quando uma pessoa causa prejuízo material a alguém, ela será cobrada por isto. E tudo tem dono. O poste não é diferente. Com a cobertura de danos materiais contra terceiros, a seguradora fica responsável por esse prejuízo causado até o limite contratado, desde que tenha sido o segurado o causador da colisão", revela Santos.

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