Assassino de frentista é condenado a 23 anos de prisão


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Hyago de Paula Rodrigues foi condenado a mais de 23 anos de reclusão pelo assassinato do frentista Márcio Rangel
Hyago de Paula Rodrigues foi condenado a mais de 23 anos de reclusão pelo assassinato do frentista Márcio Rangel

O desempregado Hyago de Paula Rodrigues, de 23 anos, acusado de roubar e matar o frentista Márcio Rangel do Posto Dallas, no ano passado, foi condenado a 23 anos e quatro meses de reclusão. Além dele, o sapateiro Thiago Alex de Oliveira Silva, 21, apontado como o 'mentor' do latrocínio (roubo seguido de morte), recebeu a mesma pena. Os outros dois envolvidos, o segurança Lucas Henrique Cristiano, 21, e o chapeiro Reginaldo de Camargos, 35, foram absolvidos.

A sentença foi expedida na manhã desta sexta-feira, 22. Nela, o juiz Alexandre Semedo de Oliveira aponta as razões para a condenação de Hyago e Thiago. Sobre o desempregado, assassino confesso desde o momento que foi pego por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), ele destacou que "Hyago, nas vezes que foi ouvido, admitiu os disparos em virtude da reação da vítima. Quem se propõe a fazer um assalto a mão armada, sabe que morte coloca-se como um dos desdobramentos possíveis. Ao resolver praticar, mesmo assim, assume claramente o risco de produzi-lo, o que caracteriza um dolo eventual".

Sobre Thiago, que teria sido o 'mentor' e quem deu as instruções para o roubo no Dallas, Semedo apontou que o acusado atestou sua participação desde os depoimentos até as perguntas feitas a Camargos, ex-funcionário do posto, na tentativa de saber a rotina do estabelecimento para executar o roubo. Suas advogadas, Renata Moraes e Raisa Morandini, deverão entrar com recurso nos próximos dias.

Na mesma sentença, o juiz absolveu Camargos e Silva. Eles tiveram o alvará de soltura expedido hoje pois, segundo Semedo, o primeiro não foi acusado em juízo por Thiago e não havia nenhum elemento que comprovasse sua participação e que tivesse "dado a fita" em uma conversa que teve com o sapateiro enquanto trabalhavam juntos. "Não se pode retirar daí a consequência pretendida de tê-lo como um dos sujeitos intelectuais do roubo", afirmou.

O último citado foi o segurança Lucas Henrique Cristiano. Semedo determinou sua liberdade devido à possibilidade de que a moto usada no roubo não ser a mesma do acusado, apontado como quem dirigia o veículo na ocasião do assassinato. Além disso, os depoimentos da ex-namorada, que estaria com Lucas na hora do latrocínio, e de outras testemunhas, como seu pai, contribuíram para sua absolvição.

Enquanto o segurança e o chapeiro voltam para casa, Hyago e Thiago seguem no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca. Nos próximos dias, devem ser transferidos para uma penitenciária. Assim, iniciarão o cumprimento da pena determinada.

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