Já estamos à beira de uma crise militar


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O mundo tem assistido, com a respiração suspensa, a uma série de conflitos que podem jogar o planeta em um novo confronto armado capaz de transformar por completo a ordem das coisas. A intolerância religiosa — dos radicais do EI (Estado Islâmico) — ou política — também com doses de religião, que transformou a Turquia num barril de pólvora — podem ser o estopim. Para muitos, a tentativa não passou de um jogo de cena do presidente Recep Tayyip Erdogan para conseguir legislar sozinho e comandar o país com plenos poderes. Isso sem citar os demais conflitos que se desenvolvem no Oriente Médio, envolvendo grupos radicais islâmicos.
 
Depois do ataque de um extremista religioso na semana passada, causando a morte de dezenas de pessoas em Nice, na França, ninguém está se sentindo a salvo em qualquer lugar do mundo. O atentado traz ainda mais preocupação ao Brasil, a quinze dias da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Várias autoridades brasileiras já se posicionaram, tentando afastar a possibilidade de um ataque no País. Mas França e EUA se preocupam, pela falta de expertise do Brasil no combate ao terrorismo, ainda mais que nossas autoridades de segurança vivem à mercê do poderio do crime organizado. A preocupação é real e não pode ser relevada, uma vez que a Olimpíada seria uma oportunidade difícil de descartar pelo EI e outros grupos congêneres.
 
A questão da Turquia, Síria e Iraque, onde o EI coloca as Forças Armadas em xeque e desafia tropas internacionais, como da França, EUA e Reino Unido, só pode ser resolvida de uma forma: a completa eliminação do grupo terrorista, que conta com células em vários países do mundo capazes de ações que já mataram centenas. Outros países já foram alvos e até ataques solitários, como alguns realizados recentemente nos Estados Unidos, acabam ligados ao grupo. Não existe outra saída possível, já que o Estado Islâmico ataca todos os que não comungam com suas ideias. Não existe diálogo ou diplomacia capazes de dobrar criminosos sanguinários que usam a religião como mote para uma violência desmedida.
 
Uma ação que busque o extermínio deste grupo radical pode levar o mundo a uma guerra global sem precedentes, uma vez que outros grupamentos igualmente sanguinários, como o Boco Haram, na África, e o Taleban, no Afeganistão e no Paquistão, podem ampliar o palco de combate. Algo precisa ser feito antes que mais inocentes paguem pela visão distorcida da religião que leva a violência ao mais elevado e abjeto grau que o mundo dito civilizado não pode mais tolerar. Como se pode ver, novos (e terríveis) tempos estão por vir.
 
 
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