Emoção e alegria marcaram a passagem da tocha em Franca


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Último condutor da tocha no município, o esportista Hélio Rubens Garcia foi o responsável por acender a pira olímpica, na cerimônia de encerramento do evento
Último condutor da tocha no município, o esportista Hélio Rubens Garcia foi o responsável por acender a pira olímpica, na cerimônia de encerramento do evento
Milhares de pessoas saíram às ruas, na noite de ontem, para acompanhar de perto um momento histórico para Franca: a passagem da chama olímpica pela cidade. Todo trajeto de 13 quilômetros foi acompanhado de perto por diversos francanos. O ponto de partida do revezamento foi o ginásio Poliesportivo. O destino final foi o Parque de Exposições “Fernando Costa”.
 
A tocha olímpica chegou a Franca por volta das 17h40. Antes, o símbolo percorreu cidades da região: Sertãozinho, Jaboticabal, Bebedouro e Barretos. No ginásio do Póli, o município preparou uma grande festa para recepcionar a chama. Apresentações artísticas, culturais e esportivas foram demonstradas no Templo do Basquete. O coral de vozes do maestro Enrico Nery conduziu o hino nacional. 
 
Maior cestinha da história do Franca Basquete, Marco Aurélio Pegolo Santos, o Chuí, teve a honra de ser o primeiro condutor da tocha. Antes de percorrer as vias do Complexo do Poliesportivo, Chuí realizou uma volta dentro do ginásio e foi aplaudido de pé. A chama olímpica foi repassada para sua mulher, a gerente de Esportes de Franca, Doracélia dos Santos, a “Dodô”.
 
No trajeto, as pessoas aguardavam com alegria e entusiasmo a passagem da tocha olímpica. Cada condutor teve o privilégio de percorrer 200 metros. 
 
No município, 60 pessoas foram selecionadas para participar do revezamento. Dentre eles, esportistas renomados como Hélio Rubens Garcia, Helinho, Jorge Guerra, Fransérgio, Fernando Minuci, Michel Cury, Ricardo Gianecchini (representando o pai Fausto Gianecchini), Matheus Facho Inocêncio; além de personalidades francanas, tais como José Marcos Figueiredo Bertelli (diretor da Feac); Carlos Donzelli, (gerente da holding do Magazine Luiza), além da empresária Luiza Helena Trajano.
 
Em seu percurso com a tocha, Luiza Helena sofreu uma queda, durante a subida na rua Voluntários da Franca. A empresária foi prontamente auxiliada por agentes da Força da Segurança Nacional e concluiu normalmente o trajeto. Um outro episódio despertou o interesse dos francanos nas redes sociais. Um vídeo circulou na internet sobre um eventual tropeço do ex-jogador de basquete e atual treinador, Helinho, durante seu trajeto. Mas, na realidade, a cena do vídeo trata-se de um repórter do Sportv, durante a passagem da tocha em Criciúma (SC).
 
Na ruas, várias pessoas conduziam bandeiras, faixas e cartazes reverenciando a passagem da tocha no município, além de queixas com a questão política do país. Em um desses protestos, populares ergueram um cartaz denunciando o preconceito homofóbico, machismo e a violência vivida pelas mulheres.
 
O ápice do evento foi a chegada do comboio no Parque “Fernando Costa”. O local foi tomado por milhares de pessoas, principalmente crianças, para acompanhar a cerimônia de encerramento do revezamento. Lenda do esporte em Franca, Hélio Rubens Garcia foi homenageado e agraciado por ser o último condutor do símbolo olímpico. Um palco foi montado pela organização da Rio-16 e, nele, Hélio Rubens acendeu a pira olímpica. 
 
Emocionado, o técnico de basquete tratou de enaltecer a participação do município no revezamento da tocha. “É uma honra muito grande em participar deste evento, pois sei o que representa um momento como esse na história da cidade, como na história do nosso país, em sediar a maior competição esportiva do planeta. Como um dos condutores da tocha, fiquei muito feliz de ver a participação e o entusiasmo da população.”
 
Colaborou Carolina Ribeiro

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