Conhecido por sua fortuna, pela lista de belas ex-esposas, por não ter freios na língua e pela visão peculiar e torta que tem do mundo em que vivemos, o bilionário Donald Trump teve oficializada ontem a sua candidatura à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano. Depois de uma campanha bastante criticada nas prévias partidárias, o magnata pulverizou todos os seus candidatos e deve aceitar, amanhã, a indicação. Porém, não deixou de ser causar uma nova polêmica, desta vez protagonizada por sua atual esposa, Melania: em seu discurso, na noite de segunda, a ex-modelo eslovena reproduziu, na íntegra, trechos da fala de Michelle Obama na convenção do Partido Democrata de 2008.
No evento que chancelou a candidatura de Barack Obama à Casa Branca, a atual primeira-dama disse frases como “você trabalha duro pelo que quer na vida; sua palavra é seu compromisso, e você faz o que diz que irá fazer”. Oito anos depois, declarou Melania: “Desde pequena, meus pais me incutiram valores: que você trabalha duro pelo que quer na vida; que sua palavra é seu compromisso, você faz o que diz.” O dia de ontem foi de muito trabalho para a equipe de Donald Trump, que tentava apagar este novo dano. As críticas foram maiores e ainda deixaram clara a total incapacidade de um candidato reacionário, racista e segregacionista em dirigir os destinos da maior nação do mundo, em termos econômicos e políticos.
Uma possível vitória de Trump contra a democrata Hillary Clinton pode ser considerada um fracasso do bom senso, já que o eleitor norte-americano tem todas as informações que lhe permitem conhecer a fundo o pensamento retrógrado do magnata. A principal proposta de Donald Trump é construir um muro entre os EUA e o México para impedir a entrada de latinos no país, além de forçar a saída do maior número de imigrantes do território norte-americano. É uma tese racista que já moveu (e move) outros países com resultados desastrosos.
A Alemanha de Hitler é um deles, com o massacre de milhões de judeus espalhados pela Europa. Hoje, os conflitos étnicos conflagram o Oriente Médio. Em Israel, nem o muro construído para segregar os palestinos é capaz de evitar invasões e confrontos sangrentos. Uma possível eleição de Donald Trump tem o poder do retrocesso, já que ele não apresentou nenhuma proposta séria e plausível para que o país retome o protagonismo mundial que vinha perdendo e pouco a pouco Barack Obama tem recuperado em seus dois mandatos. Donald Trump seria uma aposta no retrocesso e na segregação que o mundo não pode mais aceitar. Depende dos cidadãos norte-americanos acabar com esta verdadeira aventura.
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