Bairros rurais de Franca viram 'depósito' de animais


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O Paiolzinho é exemplo desta realidade: ontem, ao menos seis animais perambulavam próximo à rodovia Tancredo Neves
O Paiolzinho é exemplo desta realidade: ontem, ao menos seis animais perambulavam próximo à rodovia Tancredo Neves
O problema de animais abandonados não é novo em Franca e moradores reclamam que alguns bairros se transformaram em verdadeiros “depósitos de bichos”. O Paiolzinho e o condomínio de chácaras Belvedere dos Cristais são exemplos dessa realidade. Ontem, ao menos seis animais perambulavam próximo à rodovia Tancredo Neves, que liga Franca a Claraval (MG), e cinco na rodovia Cândido Portinari, entre Franca e Cristais Paulista. 
 
“Todos os dias, abandonam animais aqui, principalmente cães. É uma tristeza ver os animais esperando seus donos. Ficamos com pena e acabamos alimentando, mas é impossível abrigarmos tantos animais. Eles correm perigo próximo à rodovia e se instalam perto das caçambas de lixo para encontrar comida. Muitos morrem de fome e frio”, disse o comerciante Valdecir Costa, 43, que mora há sete anos em uma chácara no Paiolzinho.
 
Inconformado com o constante abandono de animais próximo à sua casa, o técnico Odair Nascimento Garcia, 65, que cuida de uma chácara no Paiolzinho e outra no Belvedere dos Cristais, afirma não saber mais o que fazer para solucionar o problema. “Na semana passada, eram 20 cachorros brigando por comida próximo às caçambas. Parece que o bairro é um depósito de animais, todos os dias, veículos param aqui e abandonam cães e gatos, e não sabemos o que fazer. Infelizmente, esse é um problema de saúde pública.”
 
Para tentar amenizar o problema de animais nas ruas e evitar o aumento da população de cães e gatos, a Prefeitura, desde 2010, mantém um programa de castração. Em seis anos, de acordo com o secretário de Saúde, José Conrado Netto, aproximadamente 15 mil animais foram castrados. A prioridade é oferecida para animais que vivem nas ruas e os que são cuidados por voluntários. 
 
“Desde 2008 está proibido recolher animais e encaminhar para o canil, salvo em casos em que eles são agressivos, tenham alguma doença contagiosa ou quando são animais comunitários, que serão castrados e, posteriormente, devolvidos para o local de origem”, disse Conrado Netto.
 
“Além da castração, tentamos trabalhar com a conscientização da população e a posse responsável. Equipes realizam ações em escolas da cidade trabalhando a responsabilidade e os problemas provocados pelo abandono dos animais, mas, infelizmente, muitos ainda abandonam e provocam esse descontrole e o aumento de animais nas ruas”, completou.
 
Mais informações sobre o programa de castração podem ser obtidas pelo telefone (16) 3711-9448.
 

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