Morreu às 18h40 do dia 15, no Hospital São Joaquim/Unimed, a senhora Jacira Silva Marques Moscardini. Tinha 99 anos. Há 40 dias, sofreu queda e fraturou costela, causa de problema de pulmão que precisou ser muito bem cuidado, segundo seu neto João Paulo.
‘Vovó, apesar de seus 99 anos, continuava lúcida, participando ativamente da vida de sua família. Claro que tinha limitações, mas certamente chegaria a seus so-nhados 100 anos, que completaria no próximo quinze de setembro’, disse ele. Submetida aos cuidados necessários, dona Alzira me-lhorou muito e tudo indicava que ultrapassaria a provação de saúde que portava. No entanto, contraiu uma pneumonia. ‘Acreditamos que seu organismo perdeu capacidade de resistência em função das internações para tratar-se do ferimento no pulmão, mas a pneumonia tirou-lhe quase toda a qualidade de vida’. Passou a ser alimentada por sonda, mas a ansiedade própria da idade a levava a retirar os equipamentos. Foi necessária uma cirurgia para implante de outra sonda. Durante o processo de recuperação, teve uma crise renal seguida por rápida falência de órgãos. ‘Não resistiu, infelizmente’, disse o neto.
Estava viúva há 35 anos do agricultor João Moscardini, com quem teve 48 anos de enlace. Da união nasceram 14 filhos (Terezinha, casada com Dérbes, ambos falecidos; Marcial, casado com Marlene; Paulo, casado com Ermelinda; Gemma, casada com João Mariano; Luzia, casada com Mauro Nabelici; Fátima; Noêmia, viúva de Gilson; Alzira, casada com Fábio; Ademir, casado com a médica dermatologista Rita Silvestre Moscardini; José Antônio, casado com Maria do Rosário; Maria do Rosário; Marcos, casado com Martha; Bernardete, casada com Maurício; João, falecido). O número de descendentes só aumentou. ‘Foram mais de 50 netos, mais de 40 bisnetos e 13 tataranetos’, disse Milena, outra neta.
‘Todos os filhos nasceram em propriedade rural da família na região de Ribeirão Corrente’, segundo João Paulo. Na década de 60, os ‘nonos’ decidiram-se por transferirem moradia para Franca, para garantir me-lhores oportunidades de trabalho aos filhos, mas não deixaram a cafeicultura, até hoje, atividade principal da família.
‘Vovó foi uma mulher muito forte, determinada, norte da vida do marido e dos filhos. Tornou-se avó, bisavó e tataravó amada e querida. Digna e focada, jamais deixou falta nada a ninguém. Podia-se contar com ela sempre. Era nosso xodó. A gente estava preparando a comemoração dos 100 anos dela. Queríamos reunir o máximo possível dos familiares para dar-lhe a festa que merecia, e ela queria muito, mas, infelizmente, ficamos pelo meio do caminho’, disse Milena.
‘Ela e vovô nos deram incontáveis exemplos de força, determinação, amor, carinho e, sobretudo, de trabalho. Tornamo-nos reflexos deles, tornamo-nos gente responsável como eles foram e queriam que a gente fosse. Perder vovó é doloroso, mas temos certeza que está hoje, muito perto de Deus, e isso nos consola’, concluiu o neto João Paulo.
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo.
Sepultamento, com serviços da Funerária São Francisco, foi realizado ontem, sábado, 15 horas, no Cemitério da Saudade.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.