Reformado em 2011, o Teatro Municipal de Franca vem recebendo o público para espetáculos sem garantir o mínimo de segurança. Segundo o Corpo de Bombeiros, o prédio não oferece condições para evitar feridos em caso de incêndio. Uma vistoria técnica, feita no último dia 28 de junho, atestou problemas nas saídas de emergência, bombas de incêndio e nos corrimãos. Por conta disso, o pedido para liberação do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiro), documento exigido para a elaboração do alvará de funcionamento, foi negado.
Não foi a primeira vez. No ano passado, em 24 de junho, o Corpo de Bombeiros já havia alertado a Prefeitura sobre os mesmos problemas e notificado os responsáveis para que tomassem providências. Os alertas foram ignorados. De lá para cá, o Teatro recebeu dezenas de eventos. Por lá, passaram milhares de pessoas, mesmo sem o prédio oferecer o mínimo de segurança.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a responsabilidade agora é da Prefeitura. Em nota, a Corporação afirmou que não tem competência legal para interditar o prédio. “O Corpo de Bombeiros não tem essa atribuição. Cabe à Prefeitura Municipal a emissão do alvará de funcionamento e a fiscalização a respeito da existência do AVCB.”
Procurada para comentar o assunto, a Prefeitura não explicou por que mantém o Teatro funcionando mesmo sem condições de segurança, mas admitiu já ter ciência dos problemas apontados pelos Bombeiros. “A Secretaria de Planejamento já elaborou os projetos para a adequação do Teatro às exigências do Corpo de Bombeiros”, disse, por meio da Assessoria de Comunicação.
Ainda de acordo com a assessoria, os projetos já teriam sido encaminhados à Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura), responsável pela administração do Teatro, para as devidas providências para a reforma. Mas as obras permanecem sem previsão de início.
Histórico
O Teatro Municipal de Franca foi inaugurado em 1979 com capacidade para 389 pessoas e sete camarins. Em 2010, passou por uma grande reforma, que durou cerca de um ano e custou mais de R$ 950 mil.
Três anos depois, em 2013, sofreu uma pane depois de um curto-circuito nas instalações elétricas, que provocou seu fechamento por cerca de quatro meses. Os problemas continuaram.
Em 2015, a Prefeitura já havia se comprometido a realizar as melhorias necessárias, mas passado mais de um ano, nenhuma obra foi feita.
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