A Prefeitura vai pagar R$ 133 mil para que a empresa Cya Engenharia Ambiental da Alta Mogiana realize um diagnóstico que aponte quais são as árvores inadequadas, que necessitam de substituição ou poda, em toda a cidade. A ideia nasceu em março, uma semana após mãe e filha se ferirem quando uma árvore caiu sobre o carro em que estavam, na avenida Major Nicácio. Agora, a empresa terá 300 dias para completar o serviço.
Seis empresas participaram da licitação. Depois de analisar todos os documentos pedidos, a escolhida foi a que ofereceu o valor mais barato. As propostas variavam entre R$ 133 mil e R$ 240 mil. No serviço, a empresa terá de realizar levantamento de campo e prognóstico completo de todas as árvores da cidade. O pagamento à empresa será dividido, seguindo os seguintes critérios: 30% no término do levantamento de campo, 30% no término do prognóstico e 40% na entrega do trabalho aprovado pela Prefeitura.
Problema frequente na cidade, somente entre 2015 e março deste ano, ao menos 35 árvores foram ao chão, colocando em risco a população e, em muitos casos, causando acidentes e prejuízos. No último dia 6 de julho, uma árvore caiu sobre um carro na avenida Chico Júlio, na Estação. No momento da queda, o veículo estava estacionado e ninguém se feriu.
De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços e Meio Ambiente, tempestades e colisões de veículos são as principais causas para as quedas, que ocorrem com mais frequência, justamente, nos meses chuvosos, de outubro a março, por isso, a necessidade do diagnóstico.
Além da empresa, a população também pode colaborar e acionar o município ao identificar árvores em situação de risco. A comunicação deve ser feita no Paço Municipal. Queda anormal das folhas, morte de galhos e a presença abundante de insetos são algumas das características que apontam o fim da vida útil de uma árvore.
Indenização
Vítima do acidente na avenida Major Nicácio, a técnica de enfermagem Magda Aparecida Silva, que teve seu carro destruído pela queda da árvore no dia 25 de fevereiro deste ano, ingressou na Justiça para cobrar indenização da Prefeitura de Franca.
Na ação, a técnica de enfermagem pede que o valor de seu carro, que ficou totalmente destruído, seja ressarcido - cerca de R$ 6,2 mil. Ela cobra ainda indenização por danos morais, com valor a ser arbitrado pela Justiça.
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