Empresário morto era símbolo de inovação na Samello


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Miguel Sábio de Mello Neto se empenhou a cumprir o plano de recuperação judicial da Samello, feito no ano de 2007
Miguel Sábio de Mello Neto se empenhou a cumprir o plano de recuperação judicial da Samello, feito no ano de 2007
Desde criança, Miguel Sábio de Mello Neto acompanhava o pai, Oswaldo Sábio de Melo, e os tios nos negócios da família à frente do grupo Samello. Para ser o nome do futuro da empresa, formou-se em economia e administração de empresas. Ele fez estágios e participou de seminários pelo mundo e, em 2005, no auge da crise da Samello, Miguel Neto assumiu a diretoria.
 
Com a filosofia de dedicar-se à empresa e esgotar até a última possibilidade para a Samello reconquistar seu lugar no mercado de um dos maiores símbolos da indústria calçadista francana, Miguel trabalhou. 
 
Em 2006, durante entrevista ao Comércio, revelou como pretendia resolver a situação. “Trabalho, trabalho e mais trabalho. No mínimo, 12 horas por dia”, disse.
 
Desde então, Miguel Sábio de Mello Neto se empenhou a cumprir o plano de recuperação judicial, feito em 2007, que envolvia a volta da comercialização e produção de calçados masculinos, e pagamento de seus credores. Lojas franqueadas, novos modelos de sapatos e a retomada de clientes, além de novas formas de comercialização, entraram na fórmula de Miguel, que seguiu à frente da Samello até ontem, quando, de forma trágica, morreu.
 
 

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