Governo da Bahia autoriza abate de jumentos para diminuir acidentes nas estradas


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Agentes apreendem animal solto na pista.
Agentes apreendem animal solto na pista.

 O governo da Bahia recorreu a uma medida radical para evitar acidentes nas rodovias do Estado envolvendo animais soltos. A decisão foi matar os animais.

A medida passou a valer na segunda-feira, dia 11, e já foram mortos mais de 300 jumentos. A estimativa é de que até o final de 2016, pelo menos outros 2 mil sejam abatidos. Apesar de dizer que a intenção é diminuir a quantidade de acidentes de trânsito causados por animais na pista, segundo o site Uol, o governo não apresentou números que esclareçam quantas ocorrências do tipo são registradas.
 
A Seagri (Secretaria de Agricultura da Bahia) informa que "a atividade contou com a inspeção de cinco médicos veterinários da Adab [Agência de Defesa Agropecuária da Bahia], que garantiram o cumprimento de todas as exigências higiênico-sanitárias e de bem-estar animal". O abate é feito em um matadouro em Miguel Calmon, investigado pelo Ministério Público por suspeita de irregularidades no serviço. O governo da Bahia nega as irregularidades e aponta que o matadouro está dentro da legalidade.

Antes de serem abatidos, os jumentos passam por exames clínicos. O couro dos animais é vendido aos chineses, a carne é usada para alimentar animais do zoológico de Salvador e o restante se transforma em ração animal. O Seagri explica que somente os animais com no mínimo 100 quilos são abatidos. A secretaria declara ainda que os produtos recebem rotulagem específica com dizeres "produto não destinado à alimentação humana" e "rígido controle na armazenagem e distribuição".

Vítor Bonfim, secretário da agricultura, defende que "a regulamentação do abate garante a abertura de novos mercados, com foco na exportação de pele para a China, e promove um efeito amenizador, de forma humanitária e ética, no problema histórico dos animais errantes que, além de provocar acidentes em rodovias, servem como agentes disseminadores de doenças infecciosas e zoonoses".

O site aponta ainda que havia um segundo matadouro, em Serrinha, autorizado a realizar o abate dos jumentos, mas que "por iniciativa própria, decidiu [nesta terça-feira, 12] pela não realização do abate".

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