Sócios vendem terreno e projeto de hospital em Franca


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O empresário Cícero de Oliveira com o projeto desenvolvido para o Hospital Santa Gianna que está à venda juntamente com a área
O empresário Cícero de Oliveira com o projeto desenvolvido para o Hospital Santa Gianna que está à venda juntamente com a área
Idealizado há mais de dez anos para ser referência no setor de saúde e ter atendimento misto (particular e SUS), o projeto para a construção de um novo hospital em Franca está à venda. Com toda a parte de fundação concluída, a obra do Hospital Santa Gianna foi paralisada em 2008 e sem condições financeiras para dar seguimento à construção, o grupo de acionistas decidiu por comercializar o terreno e o projeto arquitetônico do empreendimento. Pelo conjunto, os sócios pedem R$ 3 milhões com possibilidade de parcelamento.
 
Localizada às margens da rodovia Cândido Portinari, no Jardim Cambuí, a área tem 21 mil metros quadrados e, segundo a direção, está com toda a documentação regularizada. O comprador teria o trabalho de finalizar a obra, avaliada em R$ 20 milhões.
 
“O projeto começou em 2005 com a ideia de oferecer mais assistência hospitalar para a cidade e ampliar o número de leitos. Adquirimos a área e um grupo de cinquenta sócios começou a obra. Três anos depois, a obra parou e diversos sócios desistiram da empreitada”, disse o presidente do hospital, o empresário Cícero de Oliveira.
 
Além da redução da sociedade e do alto valor de investimento, ele cita também a “falta de apoio” da comunidade e autoridades francanas como empecilhos para o andamento do projeto. “A obra está pronta para subir as paredes e seria de grande importância para a população, porém, o projeto não ganhou o apoio que esperávamos.”
 
Elaborado pelos arquitetos responsáveis pela construção de grandes hospitais, como o Albert Einstein, em São Paulo, o projeto do Santa Gianna prevê um prédio de dois andares, com 10 mil metros quadrados cada piso, 60 leitos de atendimento com possibilidade de ampliação para 80, além de duas UTIs, oito salas de cirurgia e uma ala de urgência e emergência. Em relação a emprego, o novo hospital empregaria em torno de 200 funcionários, sem contar a classe médica.
 
“Trata-se de um projeto moderno com possibilidade de ampliação, além de tecnologia para reaproveitamento da água da chuva e uso de energia solar. Está tudo legalizado em termos de documentação, e sua construção em nada atrapalharia os hospitais existentes na cidade”, afirma a diretora tesoureira do hospital, Adozinda Bueno.
 
O desejo dos acionistas é de vender a área e o projeto e ver a construção do hospital ser concluída. “Não queremos simplesmente vender o terreno e desistir de ter mais um hospital na cidade. Ele ajudaria a desafogar a Santa Casa e seria uma opção para a população de classe média para baixo”, disse Oliveira.
 
Outra opção levantada pelo empresário e Adozinda é conseguir a aprovação de todos os sócios restantes e transformar o hospital em uma sociedade anônima para a venda de ações. “Já fizemos várias tentativas e posso dizer que se trata de uma grande oportunidade para o investidor.”

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