Mulher carbonizada é enterrada como indigente


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Corpo de mulher carbonizado foi localizado por moradora da zona rural, na última quarta-feira
Corpo de mulher carbonizado foi localizado por moradora da zona rural, na última quarta-feira
O encontro de um cadáver em uma mata perto do condomínio Terra Brasil, entre Franca e Cristais Paulista, na última quarta-feira, segue sem pistas na Polícia Civil. Sabe-se apenas que a vítima, carbonizada, é uma mulher. Não havia documentos nem nada que apontasse sua identidade. Apenas uma pedra de crack e um prendedor de cabelo estavam ao lado de seu corpo, enterrado no mesmo dia, como indigente, no Cemitério Santo Agostinho.
 
A mulher estava caída no meio do mato do condomínio, localizado perto do CDP (Centro de Detenção Provisória). De acordo com informações da Polícia Militar, o forte cheiro do corpo chamou atenção de uma moradora da zona rural. Ela se aproximou e avistou a vítima, consumida pelas chamas.
 
Peritos do IC (Instituto de Criminalística) e a Polícia Civil também estiveram no local. Após passar por necropsia no IML (Instituto Médico Legal), o corpo da mulher foi enterrado como desconhecido, o que acontece quando familiares e responsáveis não procuram pela pessoa no IML e não fazem o reconhecimento fotográfico do corpo. 
 
Indigentes
Embora poucos casos como esse ocorram em Franca, é mais raro ainda localizar a família da pessoa enterrada como indigente. Segundo um levantamento feito nessa quarta-feira pela gestora do Cemitério Santo Agostinho e da Saudade, Adilce Ferreira da Silva, de 2012 até este ano, apenas dez pessoas foram enterradas como desconhecidas na cidade. “Geralmente, são moradores de rua ou andarilhos de outros lugares que morreram aqui e os parentes não souberam. Desses dez registrados, somente em dois casos, em 2013, as famílias fizeram o reconhecimento fotográfico no IML e enterraram as vítimas em sepulturas próprias”, disse.
 
Ainda de acordo com Adilce, neste ano, só a mulher encontrada queimada na quarta-feira foi sepultada dessa forma, em uma parte separada do Santo Agostinho, própria para indigentes. 
 
O caso, registrado no 5º Distrito Policial, responsável pela área do Terra Brasil, já está sob investigação. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) também apura a morte e se houve algum registro recente de desaparecimento de mulheres em Franca. 
 
 

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