Quem precisa dos serviços prestados pelo Posto Fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda em Franca está enfrentando problemas. Na tarde da última terça-feira, os 20 técnicos que trabalham no local cruzaram os braços. Eles aderiram à greve da categoria que começou em todo o Estado na segunda-feira.
Entre os serviços prejudicados, estão a tramitação dos documentos referentes à arrecadação estadual, reembolso de impostos, emissão de guias, obtenção de inscrições para notas fiscais eletrônicas e outros programas estaduais e o atendimento direto ao público em geral. Nessa quarta-feira, apenas dois dos técnicos estavam trabalhando para atender os casos mais urgentes.
Segundo a representante do Sitesp (Sindicato dos Técnicos da Fazenda do Estado de São Paulo), Regina Aparecida Prado, a categoria vinha tentando negociar com o governo há 15 meses. Mas não obteve sucesso. “A Secretaria da Fazenda vem nos prometendo aumentos desde 2012, o reajuste já chegaria a 44%, mas não foi cumprido. Não podemos ficar calados. Estamos sem reajuste nenhum há dez anos”, disse.
Além do reajuste, os técnicos pedem que sejam definidas as atribuições dos técnicos e analistas, de forma condizente com o cargo, e o restabelecimento do nível superior de escolaridade para a carreira.
A representante disse ainda que a paralisação é por tempo indeterminado, já que a Secretaria da Fazenda teria abandonado a mesa de negociações.
Outro lado
Em nota divulgada nessa quarta-feira, a Secretaria Estadual da Fazenda disse que não foi comunicada a respeito da greve dos técnicos e que, por isso, aqueles que não comparecerem terão as faltas descontadas de seus salários.
Negou também ter abandonado as negociações. “A Secretaria realizou diversas reuniões com os representantes do Sitesp, conforme comprovam os ofícios relativos aos assuntos discutidos nestes encontros e manteve-se aberta às negociações.”
Sobre o pedido de reajuste, considerou o percentual “irreal diante da crise que afeta a economia, com impacto nas receitas estaduais”. E afirmou que esse valor não foi incluído na pauta.
Já sobre as atribuições, afirmou que já existe uma resolução para tratar a respeito e que é impossível mudar a classificação do cargo de técnico para nível superior.
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