Mesmo após as constantes reclamações de usuários em relação ao abandono do Complexo Poliesportivo, pouco foi feito pela Prefeitura nos últimos meses para reverter a situação. Agora, com a aproximação da chegada da tocha olímpica, que passa pela cidade na próxima semana, mais precisamente no dia 19 de julho, começou, nas últimas semanas, uma série de adequações no local, incluindo a pintura de quadras, recapeamento das ruas e pistas, além do corte de gramas. Frequentadores acusam a administração de tentar “maquiar” as estruturas do Póli e questionam se, após a passagem da tocha, a manutenção do complexo continuará.
“Esse é um espaço que as pessoas usam bastante e deveria ser bem cuidado, mas infelizmente não é. Tudo isso aqui, todas essas quadras, e não é valorizado. Milhares de pessoas frequentam o Poliesportivo diariamente e realmente é uma tristeza ver os equipamentos deteriorados e a falta de manutenção”, disse a educadora Raquel Helena Gonçalves, de 37 anos, moradora do Ângela Rosa.
Frequentador assíduo do Poliesportivo - pelo menos três vezes por semana, ele joga basquete nas quadras do local -, o estudante Gaspar Silva, de 18 anos, afirma que há muito tempo os espaços não passavam por manutenção.
“Fico feliz que finalmente estão fazendo alguma coisa aqui no Póli. O espaço estava bem abandonado e precisava mesmo melhorar. Resta saber se, após a passagem da tocha, a manutenção continuará”, disse.
“A pintura das quadras, tabelas e cestas bem gastas, além da iluminação ruim... Esses são apenas alguns dos problemas que sempre reclamamos por aqui e que atrapalham a praticar o esporte. Fico contente que, finalmente, eles começaram a reforma. Veio em ótima hora”, disse o vendedor Bruno Pereira, de 23 anos, morador do Parque Vicente Leporace.
Aproximadamente duas mil pessoas passam diariamente pelo Complexo Poliesportivo, que reúne pistas de caminhada e corrida, quadras de vôlei, futsal, basquete, peteca, academias ao ar livre, piscinas, além de quadras de areia e espaços adaptados para aulas de ginástica rítmica e artística e tênis de mesa. Pistas destinadas para corrida, salto em distância e arremesso de peso também são disponibilizadas para os usuários.
“Falta um cuidado maior por parte dos responsáveis com a manutenção do complexo. Alguns aparelhos, como os da academia indicada para os idosos, estão inutilizáveis, e faz tempo. A manutenção deve ser periódica e deveriam ter mais atenção com isso”, disse Reginaldo Emídio, de 62 anos, que caminha três vezes por semana no Póli.
Apesar dos questionamentos dos usuários, o diretor de Esportes da Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura), Mateus Caetano, disse que a reforma no Poliesportivo já estava prevista, apenas coincidiu de começar próximo à passagem da tocha.
“A reforma no Póli, que é um espaço muito utilizado, já estava prevista e era muito necessária. O fato de começar antes da passagem da tocha foi apenas uma coincidência e não o motivo. A manutenção começou com o novo asfalto, seguiu para as pinturas e corte da grama e deve seguir para a manutenção dos aparelhos que necessitam.”
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