A venda de carros novos ficou bem abaixo do esperado pelas concessionárias, no primeiro semestre deste ano em Franca. No comparativo com o mesmo período de 2015, a retração foi de até 50%, avaliam os gerentes das revendedoras de veículos.
Dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) mostram que o número de emplacamentos, realizados de janeiro a maio na cidade, caiu de 2.109 no ano passado para 1.759 neste ano. Uma queda de 16,6%. Em comparação no ano de 2014, o total de emplacamentos nos cinco primeiros meses do ano em Franca foi de 2.203, uma média de 440 por mês contra 351 atualmente - queda de 20,15%.
Para os responsáveis das concessionárias ouvidas pela reportagem do Comércio, a baixa é reflexo da situação econômica do país e demonstra que os consumidores ficaram com o freio de mão puxado em relação aos gastos.
“De janeiro a maio, as vendas foram muito fracas. Calculo que tivemos uma retração de 10% em comparação com o ano passado”, disse o gerente de vendas e pós-vendas da Honda Lago San, Fabrício Soares Chagas.
Acostumado em 2015 a vender em média 55 carros ao mês, como aconteceu em maio, neste ano essa quantidade despencou para 33. “Maio foi o pior mês. Os clientes ficaram com um pé atrás diante das mudanças econômicas, porém, agora estamos mais otimistas. A procura tem melhora e percebemos também um aumento na venda de consórcios”, destacou Chagas.
De acordo com o gerente da Dante Renault, Eduardo Marques Alves Corrêa, a dificuldade na aprovação de crédito foi um dos maiores empecilhos para a concretização dos negócios no começo do ano. Com uma média de 15 novos carros por mês, ele acredita que as vendas reduziram em 50% comparado ao primeiro semestre anterior.
Percentual semelhante registrou o gerente da Ortovel Ford, Rodrigo Geron Barbosa. “Tivemos um começo de ano ruim. Fazíamos de 30 a 50 carros zero por mês e isso caiu para 20 a 25, porém, estamos começando a perceber que o consumidor está se soltando. Existe uma necessidade de troca e os bancos têm facilitado na aprovação da ficha”, disse esperançoso.
Gerente da concessionária Francauto Volkswagen, Márcio Henrique Ferrari, diz que a incerteza política e a análise mais criteriosa das financeiras travaram as vendas que reduziram 20% de janeiro a março, principalmente. Uma diferença de 11 carros no montante médio de 55 veículos novos por mês. “Nos últimos três meses as vendas melhoraram, mas foi devido às promoções na linha 2016 e as condições diferenciadas com bônus na linha 2017. A montadora precisou estimular as vendas e contribuiu também a mudança de governo. As pessoas passaram a ver uma luz no fim do túnel.”
De acordo com Rafael Moizze, supervisor da Citroën Indépendance, o fluxo de negociações está menor e, com isso, a concessionária não tem conseguido atingir a meta de venda do mês. “Estamos tentando prospectar vendas, mas está difícil. Não tivemos uma vendagem forte nesse semestre. Anteriormente, chegamos a vender 40 carros zero, agora estamos fechando em 10 carros por mês.”
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