Manu atravessa o céu de Franca em um avião


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A pequena Manuelly Damas Estevão Cintra, a Manu, com seus pai, na última segunda-feira, no aeroporto de Franca, após o voo
A pequena Manuelly Damas Estevão Cintra, a Manu, com seus pai, na última segunda-feira, no aeroporto de Franca, após o voo
O céu aberto e o sol forte foram cenários, na tarde da última segunda-feira, 11, da realização de um sonho para a pequena Manuelly Damas Estevão Cintra. Com apenas 5 anos de idade, a pequena Manu luta contra uma Leucemia Linfoide Aguda (LLA) há dois anos e meio e, segundo sua mãe, Lígia Damas Estevão, precisa agora de um milagre para continuar a viver.
 
Muito tímida, Manu, como é carinhosamente chamada, não quis falar sobre o passeio, mas o brilho nos seus olhos era o suficiente para demonstrar toda a sua felicidade. 
 
“Ela aproveitou todo o passeio. Os momentos que ela mais gostou foi quando passamos pelo circo e pela nossa casa, pois na sua ingenuidade de criança ela achou que conseguiria ver a vovó. Durante todo o tempo, ela ficou com o rostinho grudado no vidro e observou tudo com bastante atenção e entusiasmo”, disse a mãe.
 
O passeio de avião era um sonho de Manu e foi realizado pelo piloto francano Luís Gabriel Bassi, no aeroporto “Tenente Lund Presotto”. O Aeroclube de Franca, através do presidente Hélio Júnior, foi responsável por disponibilizar o voo. 
 
“Procurei fazer um voo bem tranquilo e mostrar o máximo da cidade possível. Passamos pelo shopping, pela casa dela e pelo circo. Mostrei o pôr do sol, tentei de todas as formas transformar o momento no mais prazeroso possível”, disse o piloto.
 
“Os familiares da Manu procuraram o Aeroclube, pois o sonho dela era voar. Comovidos, decidimos fazer todo o possível para realizar esse desejo. Esse momento foi extremamente gratificante para nós, nada paga o sorriso da Manu”, disse o presidente do Aeroclube.
 
“Foi emocionante poder acompanhar a realização do sonho da minha filha. Ela é uma menina muito especial e cada momento ao seu lado é importante. A luta não tem sido fácil, mas cada instante é único e é isso que importa”, completou Lígia.
 
Tratamento
Há um mês a mãe, assim como toda a família, foi chamada pelo médico responsável pelo tratamento de Manu e comunicada que todos os procedimentos possíveis já haviam sido realizados. 
 
“Todos os protocolos médicos já foram feitos nela e, segundo o médico, infelizmente não há nada mais que a medicina possa fazer para ajudá-la. Na última quimioterapia, ele notou que afetou tanto a medula que ela não produz mais sangue. Ele orientou que agora devemos esperar e realizar todos os desejos dela. Sei que ele fez tudo o que poderia, mas a última palavra é de Deus e tenho muita fé”, disse, com a voz embargada, a mãe da Manu.
 
Luta contra a doença
A luta de Manu começou em fevereiro de 2014, depois que a mãe notou sua pele mais pálida que o normal. Após vários exames, o diagnóstico revelou que a menina tinha leucemia. Dois dias depois, a pequena foi encaminhada ao Hospital do Câncer, onde iniciou seu tratamento. A terapia deveria durar cerca de dois anos, mas, durante exames de rotina realizados em agosto do ano passado, foi constatado o retorno da doença - até então em remissão -, o que levou Manuelly de volta ao hospital. 
 

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