Morreu Ranulfo de Souza Lino


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Ranulfo Lino será sepultado hoje, no Cemitério ‘Jardim das Oliveiras’
Ranulfo Lino será sepultado hoje, no Cemitério ‘Jardim das Oliveiras’
Morreu em sua casa, ontem, dia 12, o francano Ranulfo de Souza Lino. ‘Papai era cardíaco, mas mantinha, aos 91 anos, vida normal, completamente lúcido’, disse o filho Ranulfo. Há 25 anos, enfrentou cirurgia para implante de ponte de safena, e a oito, a implantação de marcapasso. ‘Seu médico e amigo, o dr. Ricardo Barbosa, dizia a ele que, com cuidando-se, iria muito longe, e papai fez a lição de casa. Suas cami-nhadas no quarteirão de sua residência no bairro Cidade Nova, eram conhecidas. Além de fazê-las obediente à recomendação, também as viveu como hobby agradá-vel. Por sua capacidade de fazer amigos, seu circulo de relacionamento se ampliava frequentemente’, contou o filho.
 
A família sabia que o coração do patriarca seguiria até que ‘fosse o tempo’. ‘E assim foi’, disse o filho. ‘Uma parada cardiorrespiratória súbita o levou. Claro que o queríamos com a gente por muito tempo mais, mas ele cumpriu, magistralmente, sua cami-nhada de vida’.
 
Ranulfo teve 60 anos de casamento com d. Adelina Borges de Souza até a morte dela, há quatro anos. Do enlace, dois filhos (Ranulfo Filho, representante comercial de calçados, casado com Maria Aparecida; e Renato, ex-policial), e três netos (Rodrigo, casado com Marcela Cheade, Rafael e Otávio).
 
‘Meus pais formaram um casal comum, dedicado um ao outro, ao trabalho, aos fi-lhos e netos que tiveram. Mamãe foi do lar, e lhe proporcionou a tranquilidade para que se dedicasse à dura vocação da vida dele: cons-truções. Foi pedreiro. Ergueu obras para res-peitadas famílias francanas. Dentre os clientes, fez amigos de vida, casos do industrial Toni Salloum e do dr. Chafi Facuri’, recordou-se o filho.
 
‘Ele e mamãe foram professores muito especiais. Primeiro, de felicidade. O que fizeram pela vida, na alegria e na tristeza, fizeram juntos para nos ensinar o valor do amor e a grandeza da força da união. Foram extremamente felizes. Não viveram um sem o outro. Quando mamãe morreu, ele perdeu muito de sua alegria’.
 
Espírita, Ranulfo dedicou os últimos 10 anos de sua vida a participar das atividades da Casa da Sopa Maria de Nazaré, no bairro Santa Bárbara, erguida pelo filho Ranulfo Filho e voluntários. ‘Nos sábados, lá estava ele, cumprindo sua missão de distribuir o pão, gesto cristão de compartilhamento que praticou como missão por toda a vida. Fará muita falta a todos nós, e de todas as formas, mas o sabemos, hoje, muito mais perto de Deus, por absoluto merecimento’, concluiu Ranulfo Filho.
 
Velório acontece no São Vicente de Paulo, sala 7. Sepultamento será realizado hoje, 10 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, com serviços da Funerária Nova Franca.

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