Dívidas atrasadas: 1 a cada 5 francanos tem o nome sujo


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Uma das dicas de especialista para o consumidor sair do vermelho é não cair em tentação e evitar os gastos por impulso
Uma das dicas de especialista para o consumidor sair do vermelho é não cair em tentação e evitar os gastos por impulso
O número de francanos com dívidas em atraso representa, hoje, 18% da população da cidade. Atualmente, 61.472 francanos estão com o nome cadastrado no SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Isso, considerando a estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para habitantes da cidade, quer dizer que um em cada cinco francanos está com o nome sujo. O montante representa R$ 56.531.687,15 de dívidas em atraso. A instabilidade econômica e o desemprego são apontados por economistas como os principais motivadores dessa situação que, segundo eles, não deve melhorar nos próximos meses.
 
No acumulado dos dados fornecidos pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), 110.261 dívidas estavam cadastradas, até a última quinta-feira, 7, no SCPC Franca. No ano passado, entre janeiro e agosto, os dados também apontavam para um cenário preocupante. Eram 64.482 devedores com dívidas que somavam R$ 56.750.663,49 e 125.779 dívidas ativas. Ou seja, situação bem parecida com a atual, demonstrando que o quadro não evoluiu positivamente ao longo do ano.
 
Para o economista Hélio Braga Filho, os constantes aumentos de itens básicos, especialmente alimentação, combustível e energia, têm contribuído para que os consumidores continuem a enfrentar dificuldades para quitar as contas.
 
“Hoje o país tem mais de 11 milhões de desempregados e, a grande maioria, tem enfrentado dificuldades para voltar ao mercado de trabalho. Com isso, muitos que apostaram em financiamentos a longo prazo, ou mesmo se beneficiaram com o crédito facilitado dos últimos anos, ao perderem o emprego, encontraram dificuldades para pagar suas contas e acabaram entrando na lista de inadimplentes”, disse o economista.
 
Apesar do país estar em crise e a instabilidade econômica ser grande, especialistas garantem que este é o momento ideal para renegociar dívidas, já que os credores estão mais flexíveis nas negociações. “Hoje os credores estão mais flexíveis no momento de renegociar débitos em atraso, afinal é mais vantajoso para eles receber, mesmo que com menos juros, do que ficar com o prejuízo. Em tempos difíceis, isso prejudica o fluxo do caixa dos credores. Assim os devedores podem se beneficiar da situação e conseguir vantagens para sair do vermelho”, disse o coordenador da Câmara de Mediação e Arbitragem da Acif, Fábio Wichr Genovez.
 
Opções 
Com o objetivo de ajudar na negociação de dívidas, a Acif mantém o Serviço de Recuperação de Crédito coordenado pela Câmara de Mediação e Arbitragem. Podendo ser acionado tanto pelo credor como pelo devedor, as partes podem negociar as dívidas diretamente, com o auxílio de um conciliador.
 
Para tentar renegociar as dívidas com auxílio da Acif, o devedor pode entrar em contato com a Câmara de Mediação e Arbitragem pessoalmente, na rua Monsenhor Rosa, 1940, Centro, pelo telefone (16) 3711-1730 ou pelo e-mail camara@acifranca.com.br.
 
 

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