Moradores do City Petrópolis, principalmente os residentes na rua Cirineu Borges de Souza e vias adjacentes, têm convivido nos últimos meses com o mau cheiro da lagoa de tratamento de esgoto do bairro. De responsabilidade da Sabesp, a lagoa fica a céu aberto, sem proteção, e está com sua capacidade praticamente lotada. Se não bastasse o odor, populares também reclamam da presença de roedores e de inúmeros insetos, com destaque para as nuvens de pernilongos e borrachudos.
Na semana passada, a reportagem do Comércio esteve no local e constatou o cheiro forte e a presença de muitos insetos. “Durante a tarde, além do odor forte, a rua fica tomada por nuvens de mosquitos. Temos que fechar toda a casa”, disse a moradora Andrisa Cristina Chiareli. Segundo ela, o problema se agravou nos últimos dois meses e, apesar das reclamações, nada foi feito para amenizar a situação.
Segundo os moradores, as primeiras horas da manhã e o final da tarde são os horários em que o cheiro se torna mais insuportável. “Chega a dar dor de cabeça. É um cheiro pior do que chiqueiro de porco. Por mais que a gente limpe, a casa fica cheirando esgoto”, disse a dona de casa Almerinda Moreira da Silva.
A situação, dizem os vizinhos, piora no calor e, conforme o vento, avança para outras ruas do bairro. “As pessoas ficam perguntando como a gente consegue morar tão perto da lagoa. O cheiro incomoda até as visitas. É difícil almoçar ou jantar com esse odor”, completou Almerinda.
Marcos Antônio Ludovino, que mora na via defronte à lagoa desde 1986, disse que esse tipo de reclamação é constante. “A Sabesp vem e resolve, mas depois o problema retorna. Só que desta vez, apesar de já terem reclamado, eles não apareceram. A lagoa não está tendo manutenção. Só chega caminhão para descarregar”, relatou.
Apesar da lagoa ter um portão de entrada, parte da cerca no entorno está arrebentada e o restante não inibe o acesso das pessoas até o represamento do esgoto. “Essa lagoa é muito perigosa. Deveria ser melhor fechada. É um risco para as crianças”, reforçou Andrisa.
A reportagem esteve no local na sexta-feira e constatou que a cerca estava arrebentada. Em nota enviada à redação, ontem, segunda-feira, entretanto, a Sabesp disse que faz a limpeza do gradeamento diariamente e reforçou que o local “é cercado e o sistema funciona há mais de 20 anos”. A empresa disse, também, que realizou na semana passada a manutenção do sistema de esgoto no local, com a aplicação de cal na lagoa para amenizar a exalação do odor proveniente dos gases do efluente.
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