Morreu Jurandir Durval Peliciari


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Jurandir Peliciari foi sepultado ontem, sábado, em Cristais Paulista
Jurandir Peliciari foi sepultado ontem, sábado, em Cristais Paulista
Morreu às 23 horas do dia 8, sexta-feira, na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia de Franca, o agricultor Jurandir Durval Peliciari. Tinha 77 anos. Em 2003, diagnosticado com câncer, submeteu-se ao tratamento indicado e, segundo a família, conseguiu a reversão da doença. Viveu com excelente qualidade de vida até dois anos atrás, quando, em exame de rotina, teve constatadas algumas aderências orgânicas, causadas, possivelmente, pelo tratamento do câncer. Infecção urinária que o atingiu há seis meses, acendeu novamente a preocupação da família. O tratamento lhe trouxe conforto, mas desconfortos posteriores se produziram e o levaram a outras internações e cirurgia. Ao final do mês passado, Jurandir foi internado com grave crise renal. Não deixaria mais o hospital. ‘Papai teve falência dos rins e, por 13 dias lutou novamente pela vida, até que se foi’, disse o filho Adriano.
 
De família de agricultores, Jurandir dedicou boa parte da vida ao cuidado da Fazenda São Pedro, em Cristais Paulista (SP), adquirida por seu avô imigrante italiano, Alberto Peliciari. O filho de Alberto, Durvalino, casado com Florípedes, deu continuidade à produção de grãos, café e leite desenhada pelos ‘nonos’. De seu casamento nasceram Jurandir, Jussara, casada com Luís Fernando de Figueiredo; e Juraci, viúva de Ivon Barbosa Filho.
 
Jurandir assumiu a propriedade. Casou-se com Elza Furlan, que conheceu quando ela tinha 13 anos. Tiveram 60 anos de casamento e dois filhos (Leandro, e Adriano, casado com Aparecida Helena), e uma neta, Jéssica. ‘Com papai e mamãe, traba-lhamos também na fazenda. Em 2003, papai, já cansado e certo de que as mudanças do mundo exigiam novas decisões, nos reuniu. Juntos tomamos a decisão de venda da propriedade’, disse Adriano.
 
Mudaram-se para Franca, cidade onde sempre viveram, trabalharam e formaram famílias. ‘Papai, aposentado como agricultor, dedicou-se completamente a mamãe, e ela, a ele. Foram só um do outro, de mais ninguém. Deram-nos as lições de honestidade, honra, dignidade, respeito ao próximo que nos fizeram gente de bem. Isso configura a verdadeira herança que ele nos deixou, e que mamãe sempre se dedicou a nos fazer praticar. Dinheiro não vale nada’, recordou-se Adriano.
 
Corria o ano de 2003 quando a família lançou raízes em Franca. Leandro abriu, aqui, empresa de prestação de serviços para veículos especiais, a ‘Mundo do 4X4’. Adriano criou a ‘Francabines’, de prestação de serviços e venda de peças para autos pesados. ‘Papai nos ajudou como pode. Exigiu que praticássemos a mesma lição que recebeu dos pais e avós: não se pode, jamais, dar um passo maior que as pernas. Se há um mínimo risco de dar errado, recolha-se, faça de novo as contas e reduza a dimensão do sonho, mas não deixe de praticá-lo. Foi nosso tudo, marido exemplar, pai amado e amigo, avô feliz, professor de competência. Nunca o esqueceremos’, completou o filho.
 
Velório aconteceu ontem, no São Vicente de Paulo. Às 16 horas, o corpo foi trasladado para Cristais Paulista, e sepultado às 17 horas no túmulo da família, Cemitério Municipal da cidade, com serviços da Funerária Francana.

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