Apesar do cenário desfavorável da economia, pelo menos três empresários decidiram fazer apostas em Franca e, todas três, no setor gastronômico da cidade. Acreditando no próprio negócio e no potencial do mercado local, os três empreendedores, que vieram de fora, investiram na abertura de novos restaurantes que chamam a atenção pela originalidade, charme e o cardápio diferenciado.
Português nato, Vitor Jesus Oliveira Nogueira, 48, é um desses investidores. Casado com uma francana, ele deixou os Estados Unidos onde morava nos últimos anos e, em abril último, inaugurou no Centro da cidade, o restaurante A Tasca. O imóvel escolhido é um casarão na esquina da rua Comandante Salgado com a rua do Comércio, que foi todo remodelado para dar lugar à casa de comida portuguesa. “Devido aos familiares da minha esposa morarem aqui e a saudade ser grande, ela resolveu voltar e já vim com a ideia formada de abrir o restaurante”, disse Nogueira, que é chefe de cozinha há 27 anos
Sofisticado mas sem exageros, como o próprio dono define, o restaurante tem um cardápio composto por peixes, mariscos, massas e carnes. Harmonioso, o ambiente é agradável - tem uma decoração com influência árabe, com uso de tecidos e a utilização das cores dourado e marrom - e tem capacidade para 74 pessoas, somando as áreas interna e externa. “Por ser uma cozinha diferenciada, foi fácil entrar no mercado. A aceitação aconteceu de maneira rápida. Montamos um restaurante que dá acesso a todos os públicos e preza por uma comida boa e um clima intimista”, disse Vitor.
Entre os destaques elencados pelo chefe, estão o leitão à bairrada, um dos pratos mais conhecidos e apreciados da região da Bairrada, em Portugal, o tradicional bacalhau (a casa oferece quatro tipos), além do pastel de nata que foi um pedido dos clientes adicionado ao cardápio. Aberto de terça a sábado para o jantar, A Tasca gerou emprego para seis funcionários e também funciona no almoço, de terça a domingo, com prato a R$ 12. Segundo Nogueira, a ideia nasceu devido a localização do restaurante e também com o intuito de divulgar a culinária portuguesa.
Mansuetto
Com requinte de restaurante de grandes centros, o Mansuetto Food Lounge reabriu as portas no último dia 11 de junho no primeiro piso do Prime Business Center, na avenida Sete de Setembro.
Refinado e moderno, o local tem vários pequenos espaços acolhedores, entre eles um snak bar com vista para a cidade e uma área privativa, que pode ser reservada para reuniões e aniversários, com capacidade para até 12 pessoas.
Segundo o empresário e chefe Pedro de Castro Lemos Júnior, 48, uma conjunção de fatores contribuiu para o retorno do restaurante após seis anos, desde que o antigo Mansuetto encerrou as atividades na avenida São Vicente, no Jardim Noêmia. “O Mansuetto foi pioneiro na gastronomia de qualidade e as pessoas não esqueceram. Apesar da fase crítica atual, no final de 2015 comecei a ver que a economia girava em Franca e surgiu a vontade de voltar com o restaurante. Tudo aconteceu naturalmente e rápido”, disse.
No novo Mansuetto, o padrão da casa, os fornecedores, a qualidade da comida e do atendimento, além do conforto e alguns pratos clássicos foram mantidos. De inovação, o restaurante tem investido em produtos orgânicos, sem glúten e com lactose free. Embora a coluna vertebral do restaurante seja a cozinha italiana, Lemos tem deixado o cardápio mais versátil, com pratos mediterrâneos, por exemplo, que muda sazonalmente.
Projetado para ter 140 lugares, o restaurante foi executado em cinco meses e gerou 16 empregos em dois turnos. “Pelo potencial da região e atendendo pedido do público, estamos abrindo para almoço com prato executivo a partir de R$ 16 com comida brasileira”, revelou o empresário. No jantar, o Mansuetto funciona de terça a sábado, a partir das 19h30, com pratos à la carte.
O japa
Natural de Jales e filho de nisseis (segunda geração de imigrantes japoneses), Renato Satio Tanigawa, 38, mora em Franca pela segunda vez. Ex-funcionário do mercado de imóveis, sempre teve paixão por comida japonesa e o sonho de montar um restaurante. Em setembro do ano passado, o sonho começou a se tornar realidade e uma sociedade com outros dois casais, sendo um deles o irmão e a cunhada, deu origem à segunda unidade do Temakin, um restaurante japonês inaugurado a menos de um mês na avenida Major Nicácio.
O restaurante mãe fica em Palhoça, Santa Catarina, e transmitiu todos os ensinamentos de preparo e atendimento da casa. Até mesmo parte da equipe foi trazida do sul e é de lá que também vêm alguns dos principais produtos do Temakin, com destaque para o atum.
Segundo Renato, o fato de Franca já ter vários restaurantes japoneses não pesou na abertura da casa. “Nosso restaurante é diferenciado. É um restaurante mais requintado, em que se cobra pelo produto e serviço oferecido. O sistema de rodízio é sem limitação. Há opções à la carte e até carnes. Trabalhamos com produtos frescos, pois prezamos pela qualidade”.
Clean, o restaurante, que tem 64 lugares, aposta nas cores vermelha, preto e branco e impressiona pelas mesas amplas e as cadeiras, que na verdade são poltronas almofadadas.
Com 11 funcionários, o Temakin abre de terça a domingo, das 19 às 23 horas.
O empresário planeja também abrir para almoço, em breve, com comida japonesa por quilo.
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