Sal


| Tempo de leitura: 1 min
Conforme narrado em Mateus, capítulo 5, Jesus, vendo, na multidão que o seguia, lídima representação de toda a humanidade que continuaria abrigando no Seu amor e na Sua luz, fez soar de sobre a montanha, o ‘Sermão’ que Lhe resumiria toda a expressão do Divino Ensinamento. 
 
Gandhi, o Mahatma, isto é, ‘A Grande Alma’, sem que fosse cristão, num arroubo de admiração, enunciou: ‘Se todo o conhecimento humano se perdesse, e se conservasse tão somente  o ‘Sermão do Monte’, nada se teria perdido’. 
 
Cristo proclamou nove bem-aventuranças e fez exaltações aos seus seguidores, segundo se lê nos versículos 1 a 12 do referido capítulo. 
 
No de número 13, compara os seus discípulos (que — dizia Ele — seriam reconhecidos por muito se amarem), ao sal, dizendo: ‘Vós sois o sal da terra’. 
 
A propósito, algumas considerações que esclarecem. O sal, ao tempo do Cristo, era um produto valiosíssimo, sendo mesmo utilizado para pagamento de militares, daí a expressão salário. 
 
Ao atribuir a qualidade de sal aos seus discípulos que, dizia, ‘serão reconhecidos por muito se amarem’, o Meigo Rabi da Galileia ressaltava igualmente a importância do produto, que não deve faltar como tempero dos alimentos. 
 
Quando falta, a comida fica insípida e não satisfaz o gosto humano, impondo-se observar a quantidade correta, sem o que, ou a alimentação desagradará, ou adoecerá o consumidor. 
 
A boa cozinheira saberá dosar, adequadamente, o tempero, na medida exata para realçar o sabor. 
 
A comparação adotada pelo Mestre sublime suscita importante observação: na religiosidade, não nos pode faltar, na justa medida, o sal da atitude. 
 
Nem insossos, nem salgados. Nem indiferentes, nem fanáticos. Uns e outros se atrasam no caminhar evolutivo, retardando a conquista da felicidade efetiva. 
 
Que o sal que somos esteja na justa medida! 
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários