Crise faz viagens de férias ficarem em segundo plano


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O consultor Marcelo Souza, da Nena, está otimista com a busca por destinos próximos
O consultor Marcelo Souza, da Nena, está otimista com a busca por destinos próximos
Pacotes econômicos, mais curtos ou até passar as férias em casa são os planos de grande parte dos francanos que costumam viajar no mês de julho. A crise econômica tem deixado as pessoas mais cautelosas em relação a gastos não prioritários, afetando setores como o de turismo, que já registram queda de 10% a 30% na procura por passeios de férias.
 
A Metha Turismo é uma das que registrou essa redução no movimento da temporada de férias. “Tem tido procura, mas ela está abaixo da média esperada, vemos uma diminuição de no mínimo 30% nos fechamentos de pacotes de férias”, disse a sócio-proprietária da empresa Ana Maria Vasconcelos.
 
Segundo ela, as pessoas têm direcionado os gastos para coisas de primeira necessidade e estão com medo de perder o emprego. Esses fatores têm prejudicado o interesse por destinos antes bem populares nesta época, como a Disney.
 
Na CVC, também é sentido esse reflexo do comportamento das pessoas de priorizar os gastos mais essenciais. “Tem gente que só viaja nesta época porque consegue folga do trabalho, então ainda apostamos nesta época, apesar desta diminuição de cerca de 10% no movimento em relação a 2015”, disse a supervisora da agência Fernanda Mendes.
 
O movimento de última hora pode ajudar as agências. A Internacional Turismo acredita que o setor ainda pode receber bastantes clientes neste início de julho. “Estamos apostando na queda do dólar, que tem incentivado as viagens internacionais para Miami e Orlando, por exemplo, que estão saindo por volta de R$ 2 mil”, explicou a gerente Kamila Barbosa Viana.
 
Outras agências têm mantido as vendas do ano passado, como a Nena Turismo, que está otimista com a busca por destinos como Bariloche e Chile, onde as pessoas vão curtir a época de esqui, ou para praias do Nordeste. 
 
“Temos pacotes mais em conta como para Caldas Novas, que sai a partir de R$ 798, e o Circuito de Águas São Lourenço por R$ 898”, disse o consultor de viagens Marcelo Souza. Neste ano, ele percebeu uma demora maior para a compra de pacotes e acredita que isso tem acontecido pelo atraso na definição do calendário escolar por causa das Olimpíadas. “As pessoas não tinham certeza da data das férias, porque as escolas estavam decidindo como seriam as aulas durante os jogos”, afirmou.
 
A troca por viagens mais baratas é outra estratégia adotada por quem não quer deixar de viajar, mas não está com dinheiro sobrando. “As pessoas que estavam indo para a Europa, por exemplo, estão agora indo para América do Sul. Elas não deixam de viajar, mas estão com receio e poupando mais”, disse o diretor da Tastur, Ézio Athayde de Souza Júnior. A empresa até conseguiu ter crescimento neste ano, mas a média está abaixo do que foi registrado no ano passado. A taxa, que foi de 15% em 2015, está entre 7% e 10% neste ano.
 
Também na Tastur, as viagens para Disney caíram bastante por causa do preço elevado dessa opção. O fato dos pacotes serem de longas durações, de cerca de 15 dias, é um dos fatores que encarecem o passeio.
 

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