Família de criança morta por bêbado pede justiça


| Tempo de leitura: 2 min
Familiares acompanham enterro da pequena Drielly Motareli, de 6 anos, em 2013. Mãe pede justiça
Familiares acompanham enterro da pequena Drielly Motareli, de 6 anos, em 2013. Mãe pede justiça
São 921 dias de angústia, lágrimas e dor. De espera por um desfecho depois de uma morte que gerou revolta, mágoa e acabou com os sonhos de uma família de ver a pequena Drielly Vitória Fortunato Motareli, 6, tornar-se veterinária, como almejava ser. 
 
Drielly morreu em dezembro de 2013, após ser atropelada na rua da casa de uma tia, no Jardim Luiza II. Estava brincando quando o motorista de um Ford Fiesta, Aparecido Borges Teixeira, de 54 anos, invadiu a calçada e a atingiu. Ela foi levada em estado grave para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Infantil da Santa Casa, mas não resistiu. E foi assim que a saga da família por justiça teve início.
 
De acordo com a mãe da garota, Lucimar Aparecida Motareli, de 42 anos, a vida de toda a família acabou por um “momento”, como ela mesma define o acidente. “A Drielly era nossa alegria. Era minha única filha e tudo que eu tinha. Eu era feliz quando ela estava aqui. E, por um momento, não está mais. Já são quase três anos de tristeza e em busca de um final para essa história, para ficar apenas com as lembranças e sem a dor da espera”, disse Lucimar.
 
A espera a que Lucimar se refere é a da Justiça em dar uma sentença para o caso. O processo corre como homicídio simples e a mãe mostrou-se revoltada ao falar sobre o caso. “As duas audiências já marcadas foram adiadas, pois ninguém encontra o responsável. Ele é intimado e não comparece. A última foi em fevereiro e o tempo só passa. Cadê a punição? Por quê? Não quero que sua morte caia no esquecimento da Justiça”, questionou, emocionada. 
 
“Não sinto ódio. É um misto de sentimentos como mágoa e tristeza. Quero que o Aparecido pague pelo que fez. Ninguém me dá as respostas que procuro. Só sei que ele está solto e impune, enquanto minha vida está acabada e eu só consigo dormir à base de remédios”, completou.
 
Na tarde de ontem, a reportagem do Comércio tentou entrar em contato com o advogado Tiago Silva Andrade Souza, que defende Aparecido Borges Teixeira, para saber da situação do responsável pela morte de Drielly e seu posicionamento. Porém, ninguém atendeu as várias ligações feitas.
 
O caso
Por volta das 18 horas do dia 1º de dezembro de 2013, Drielly Vitória Fortunato Motareli foi atropelada por Aparecido Borges Teixeira. Embriagado, ele dirigia um Fiesta e fugiu do local sem prestar socorro. A menina brincava em frente à casa de sua tia, e foi atingida violentamente pelo veículo. 
 
Dois dias depois da morte, investigadores do 5º Distrito Policial chegaram ao acusado. O servente de pedreiro foi levado à delegacia e, ao delegado Hélder Rodrigues, confessou estar embriagado no momento em que se envolveu no acidente. 
 
Depois de prestar depoimento, Aparecido Teixeira foi liberado e, até hoje, responde ao processo em liberdade.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários