“Toda a vida foi nossa amiga, podíamos contar com ela para o que fosse”
Morreu no dia 7, quinta-feira, 15h30, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Laura Pinto Ferreira, aos 78 anos. Portadora de diabetes e hipertensão, enfrentou, nos dois últimos anos, sequentes descompensações orgânicas que a obrigaram a frequentes internações. A principal sequela das doenças, perda de movimentos das pernas, a obrigou ao uso de cadeira de rodas. No último domingo, nova crise e mais uma passagem pelo Hospital do Coração. Recebeu alta, mas na segunda, dia 4, teve agravadas suas condições físicas e foi levada às pressas para a Santa Casa. “Mamãe, também em função da idade, não conseguiu se reerguer. Felizmente, todos os que a amavam, conseguiram visitá-la para, tristeza imensa, se despedirem dela”, disse a filha Marlene.
Casou-se aos 16 anos com o professor Nestor Ferreira, ex-funcionário do Centro de Saúde “Professora Evelina Gramani Gomes” de Franca, irmão do ex-prefeito de Restinga/SP, Carlos Valim Ferreira. O nome dele, aliás, foi dado à estrada que liga Franca e Restinga. Tiveram 20 anos de casamento até à morte dele, aos 44 anos. Do enlace, dois filhos (Marlene, viúva do ex-funcionário público Antônio Sergio de Menezes, que faleceu há um ano e meio; e Márcio), seis netos (Tatiana, casada com Denilson de Barros; Thiago, Thales, casado com Marilaine; Paola, casada com Fábio Oliveira Cardoso; Marcinho, Breno) e dois bisnetos, Pedro e Tainá. Nos últimos 25 anos, Luzia esteve casada com Floriano Gomes dos Santos.
“Mamãe trabalhou por anos como zeladora da Escola ‘João Marciano de Almeida’ de Franca. Depois, na Faculdade Municipal de Direito. Ela nos ensinou que as coisas mais importantes da vida são trabalhar duro, ter o nome limpo e nunca prejudicar ninguém. Tinha gênio forte. Corrigia-nos quando era necessário, mas, toda a vida, foi nossa amiga. Podíamos contar com ela para o que fosse”, disse Marlene.
“Mesmo quando passou a se locomover em cadeira de rodas, não perdeu o ânimo. Embora seus problemas físicos tenham prejudicado sua qualidade de vida, ela estava sempre com um sorriso no rosto, especialmente quando tinha o bisneto Pedro, de um ano e cinco meses, ao lado. Ele a chamava de ‘bibi’, certamente tentando dizer ‘bisa’, de ‘bisavó’. É meu neto. Nasceu um mês após a morte de meu marido, Antônio Sérgio. Minha mãe o adorava. Era muito bom ver os dois juntos”, concluiu a filha.
Velório de Laura aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado às 10 horas de hoje, sexta-feira, no Cemitério Santo Agostinho.
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