Marcelo Antinori, escritor brasileiro, vive em Washington. É economista e trabalhou por vinte anos no Banco Interamericano de Desenvolvimento e no Banco Mundial . Tem projetos implementados em vinte e seis países da América Latina e do Caribe. Desde 2012 passou a dedicar todo seu tempo à escrita. Tem romances publicados em português, inglês, espanhol. Gosta do digital, mas não descarta o livro impresso. Ele é o autor de Mistério na Festa da Padroeira, que faz parte de um tríptico. Todos os livros estão disponíveis no site da Livraria Cultura tanto na versão impressa como em digital.
O ficcionista cria histórias para livros de bolso. Os enredos têm por cenário a cidade de São Paulo. Os livros, de 100 páginas, custam em torno de R$10,00. A proposta é fazer literatura de qualidade para chegar a quem anda de ônibus e de metrô. Diz o escritor agora em tempo integral a respeito de Mistério na Festa da Padroeira: “Atribuo o êxito que estamos obtendo junto aos blogueiros literários à força dos personagens como Ana Pérsia, madame sadomasoquista que vive no bairro Campos Elísios e completa sua renda com um ponto de droga na Praça da Sé; Carmen, travesti de meia idade que ganhou a vida atendendo clientes na Avenida Angélica até se casar com José Luís, que adora livros e passou a vida acreditando que podia se sustentar com um sebo de uma porta na Avenida São João; Coutinho, garotão de vinte anos, que ganhou a chefia do tráfico no Centro da cidade dando um tiro na cabeça do Xeique, o chefão antes dele; uma família burguesa bem intencionada , dona de uma empreiteira que constrói presídios para o governo e, em troca, financia os black blocs que esculhambam as passeatas da oposição; e Verônica, agente infiltrado da Polícia Militar, com jeitão de punk e cabeça raspada de zen-budista, que anda com uma automática na mochila e faz um extra como sicária para um dos chefões do comando do crime organizado.”
O terceiro livro, cujo título abre esses comentários, tem como cenário a Festa da Padroeira no Bexiga, bairro tradicional da capital paulista, reduto de imigrantes italianos, e endereço de dezenas de cantinas. O segundo, Os Crimes do Dançarino da Sé, contou a investigação liderada pelo chefe do tráfico para descobrir quem tinha abandonado um corpo esquartejado na Praça da Sé. O primeiro, A Sereia de Vidro, foi o que apresentou os personagens e mostrou os estranhos esquemas que os unem.