Morreu nesta quinta-feira (7) o ator Guilherme Karam, conhecido principalmente por papéis cômicos na TV e no cinema. Ele tinha 58 anos.
Karam estava internado há cerca de dois anos no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio. Ele sofria da doença de Machado-Joseph, uma síndrome neurológica rara e degenerativa que compromete a coordenação motora.
Nascido no Rio, em 1957, o ator construiu sua carreira na TV por papéis marcados pelo humor. Atuou em mais de dez novelas e minisséries.Karam começou a trajetória artística como ator de teatro, tendo participado do chamado besteirol -denominação de um conjunto de espetáculos que surgiram a partir do fim dos anos 1970 e que eram marcados pelo humor "nonsense".
Em 1988, contracenou com Miguel Falabella na peça "As Sereias da Zona Sul", nos palcos cariocas.Ele ingressou na TV com a novela "Partido Alto" (1984), de Gloria Perez e Aguinaldo Silva, da Rede Globo.
Também fez novelas na extinta TV Manchete, entre elas "Dona Beija" e "Tudo ou Nada", ambas de 1986Seus personagens mais conhecidos, porém, surgiram na "TV Pirata", da Globo, um dos mais importantes capítulos do humor brasileiro na TV.
No programa, eternizou figuras como Zeca Bordoada, que assumia o estereótipo do cafajeste consagrado nos anos 1970 e que apresentava a "TV Macho", o capanga Gronopoulos, mistura high-tech de Corcunda de Notre-Dame e Nosferatu, e o durão mas amoroso Comandante Klink.
Teve papeis ainda no cinema. Sua primeira participação foi em "Tudo Bem" (1978), de Arnaldo Jabor. Mas seu papel mais conhecido foi o do vilão Baixo Astral, um ser demoníaco que vivia em esgotos, na produção infantojuvenil "Super Xuxa contra Baixo Astral" (1988).Na Globo, foi figura constante nas tramas de Gloria Perez: dela fez "Explode Coração" (1995), "O Clone" (2002) e "América" (Globo), seu último trabalho, em 2005. Desde então, sua doença o manteve afastado da TV.
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