Depois de um tempo afastada dos holofotes, se manifestando apenas para plateias que lhe são favoráveis, como blogs e páginas da Internet mantidos por militantes petistas, além de veículos de comunicação que lhe são simpáticos, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT), que sofre processo de cassação no Senado, voltou à carga e mais uma vez utilizou um argumento pífio para tentar conseguir aumentar o número de votos contra o seu afastamento definitivo da presidência da República.
Em carta enviada ao Senado, lida por seu advogado de defesa, José Eduardo Cardozo, Dilma mais uma vez afirma que a edição dos decretos orçamentários que são alvo da denúncia de impeachment eram ‘atos de rotina da gestão’. Ainda disse que não partiu dela nenhuma determinação sobre o atraso nos repasses ao Banco do Brasil no Plano Safra, caso conhecido como pedalada fiscal pelo qual a presidente também é acusada.
Tratam-se de argumentos que repetem a mesma ladainha desde quando ela teve que admitir que assinou os decretos sem a autorização do Congresso Nacional. Dilma vem sendo processada por crime de responsabilidade, o que fundamenta o processo de impeachment, de acordo com o disposto na legislação brasileira. Ao tentar se afastar de qualquer denúncia, usa de uma ingenuidade que não cabe a uma presidente da República: mesmo não tendo conhecimento do que faziam seus subordinados, ela é responsável pelo bom ou mau andamento de seu governo. Tem que responder, sim, por qualquer ilegalidade que ocorra. Por isso está sendo processada.
Porém, Dilma Rousseff acerta num ponto: afirma que o processo contra ela é movido por ‘razões puramente políticas’. E acrescentamos: não apenas políticas, mas também por causa do estelionato eleitoral praticado na campanha pela reeleição. Ela passou quase um ano do segundo mandato sem qualquer capacidade de reverter o quadro de crise que criou e que ainda hoje faz a economia brasileira andar para trás.
Mentiu, escondeu suas verdadeiras intenções e demonstrou total incapacidade de levar o Brasil à retomada do crescimento. Por isso, a necessidade do impeachment que, antes de tudo, é um processo permitido pela Constituição. Ao contrário de nações parlamentaristas que podem derrubar o governo, o Brasil só conta com o impeachment para mudar o comando do País antes do fim do mandato. É simples assim, embora a presidente afastada queira fazer transparecer o contrário.
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