Laercinho defende Alexandre. 'Errar é humano'. Assista


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Sempre atuante em defesa do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), o vereador Laercinho (PMDB) usou a tribuna da Câmara Municipal, nesta terça-feira, 5, para defende-lo. O político, que é líder do tucano, pediu aos vereadores que não votem pela cassação de Alexandre.

Laercinho afirmou que “errar é humano”. A frase foi dita em referência aos vereadores que votaram pelo prosseguimento da Comissão Processante, na Câmara. A CP pode cassar Alexandre. 

Assista:



A COMISSÃO 

A advogada do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), Myrian Karan, esteve nesta manhã na Câmara. Ela retirou seis volumes de cópias dos documentos e depoimentos colhidos pela Comissão Processante, responsável pela condução do processo de cassação contra Alexandre. A defesa tem agora até a próxima segunda-feira para a entrega das suas razões finais.

As razões finais devem ser analisadas pelo relator da Comissão, o vereador Márcio do Flórida (PDT), que apresentará um parecer sobre as acusações que pesam contra Alexandre Ferreira, entre elas, a de ser omisso, de desrespeitar a Lei de Licitações e negar a entrega de documentos aos vereadores. As acusações fazem parte das três denúncias que deram origem ao processo de cassação e foram apresentadas a partir do relatório da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investigou irregularidades nos contratos assinados entre a Prefeitura e o ICV (Instituto Ciências da Vida), empresa acusada pelo Ministério Público de contratar falsos médicos e de fraudar fichas de atendimento médico nos prontos-socorros.

O parecer do relator será enviado aos outros dois membros da CP, os vereadores Daniel Radaeli (PMDB) e Luiz Cordeiro (PSB). Só então será protocolado na Câmara. “Espero que até o dia 20 já esteja tudo pronto”, disse Márcio.

Junto com o parecer, os membros da CP também devem entregar um requerimento ao presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS), para que ele convoque a sessão de julgamento do prefeito. “Nossa expectativa é que ela seja marcada ainda no mês de julho”, disse o relator.

Na sessão, os quinze vereadores poderão se pronunciar por 15 minutos e o próprio Alexandre terá duas horas para se defender. Depois, serão feitas as votações das infrações. Se dois terços dos vereadores considerarem Alexandre culpado em alguma delas, o prefeito será cassado. 

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