Bando que manteve família e bebê reféns não foi localizado


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Vários objetos e até comida foram levados pelos ladrões
Vários objetos e até comida foram levados pelos ladrões
Foram treze horas de medo e angústia. Setecentos e oitenta minutos sob a mira de sete bandidos fortemente armados que, em meio a ameaças de morte, pegaram máquinas, móveis, aparelhos eletrônicos e até alimentos que estavam na despensa da cozinha. Assim foi a noite de segunda-feira e o início da manhã de terça de uma família e de funcionários da fazenda São Paulo, localizada na rodovia Tancredo Neves, que liga Franca a Claraval (MG).
 
A propriedade, pertencente aos donos do supermercado São Paulo, foi invadida por volta de 18 horas. Um caseiro e quatro pessoas de sua família, incluindo um bebê de apenas sete meses, foram os primeiros alvos do bando, que chegou com máscaras e armamento pesado em uma das casas da fazenda. Depois, no meio do caminho até a sede, outro funcionário tornou-se refém. 
 
Já na casa principal, a quadrilha iniciou o “limpa”. Enquanto alguns dos ladrões pegavam máquinas, televisores, micro-ondas, celulares e comida, outros bandidos mantinham duas pessoas trancadas e os outros reféns sob a mira de revólveres. Até o bebê de apenas 7 meses teve um revólver apontado para sua cabeça, na frente dos pais.
 
Durante a madrugada, o grupo de marginais se desentendeu e brigou no quarto da criança. Os reféns ouviram apenas um disparo e não souberam precisar o que aconteceu, apenas o pânico que vivenciaram. “Eles bateram nos caseiros, mantiveram os dois amarrados e pegaram um Monza de um deles para transportar o que roubaram. Os funcionários disseram que eles fizeram pelo menos três ‘viagens’ para levar nossos pertences”, contou uma das vítimas, que prefere não se identificar.
 
Os criminosos foram tão audaciosos que, de acordo com os reféns, comeram no local e até pescaram. A ação durou até por volta de 7 horas, quando eles fugiram em veículos ainda não identificados pela polícia, e deixaram as vítimas amarradas na propriedade. Elas conseguiram se soltar e acionaram a Polícia Militar.
 
Mesmo após patrulhamento pelas imediações, nem o Monza, nem os assaltantes foram localizados. Também não há pistas do local para onde os acusados levaram os pertences das famílias. O caso foi registrado no 3º Distrito Policial e será apurado pela equipe do delegado Leopoldo Novais e também pelos agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “Estamos com medo. Foi a terceira vez que aconteceu um roubo aqui. Trabalhamos tanto para construir tudo e não podemos nem usufruir”, disse uma das proprietárias da fazenda.
 

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