O coordenador técnico da Seleção Brasileira de Tênis de Mesa Paralímpico foi afastado do cargo após suspeitas de concussão, a extorsão realizada por funcionário público. A decisão da 1ª Vara Criminal de Brasília foi tomada na segunda-feira, dia 4.
José Ricardo Rizzone de Sousa Vale, de 48 anos, teria exigido de seus atletas que repassassem uma quantia do "bolsa incentivo" para que tivessem seus nomes nos torneios seletivos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. De acordo com Andre Sala, delegado-chefe da 4ª Delegacia de Polícia (Guará), José Ricardo exigia de sete atletas, desde o ano de 2013, um repasse mensal de aproximadamente 10% a 13% do valor recebido pelo "bolsa incentivo". O delegado afirma que as bolsas variam entre R$ 3.500,00 e R$ 15.000,00 e que a extorsão possa chegar a R$ 4 milhões.
De acordo com a investigação, os atletas que se recusassem a fazer o repasse a José Ricardo era ofendidos e rebaixados pelo ex-coordenador, além de serem prejudicados nas seletivas para os Jogos. José Ricardo determinava quais atletas participariam das competições qualificatórias e em quais classes, de acordo com o dinheiro recebido.
Segundo o site Correio Braziliense, o ex-coordenador está proibido de frequentar o centro de treinamento e manter contato com os atletas. A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) afirma que investigará o caso e que Luciano Possamai assume imediatamente o cargo de José Ricardo.
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