Comerciantes abrem as portas em galeria


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Dona de uma loja de móveis e decoração, Eva Rocha diz que se mudou para a galeria no começo da semana passada e tem sentido retorno positivo dos consumidores
Dona de uma loja de móveis e decoração, Eva Rocha diz que se mudou para a galeria no começo da semana passada e tem sentido retorno positivo dos consumidores
Após uma semana da entrega das chaves da primeira galeria comercial do Parque Vicente Leporace, em Franca, os comerciantes selecionados começam a abrir as portas no espaço. Ontem, 4, dos 12 boxes existentes no local, quatro já funcionavam e chamavam a atenção das pessoas que transitavam pela avenida Doutor Abrahão Brickmann.
 
Dona de uma loja de móveis e decoração, Eva Rocha diz que se mudou para a galeria ainda no começo da semana passada e tem sentido um retorno positivo dos consumidores. “A movimentação tem agradado. São muitos os curiosos, e isso é bom.” Sobre a galeria, Eva reclamou da falta de estacionamento para clientes, mas aprovou a visibilidade que ganhou. “Por ser aberta, as pessoas conseguem ter uma visão melhor da loja. Estou otimista.”
 
Dividida em dois blocos térreos, a galeria tem área total construída de 380,24 metros quadrados, com banheiros e vestiário, além de uma praça com equipamentos para ginástica. Cada boxe erguido tem em média 15 metros quadrados.
 
“O espaço é menor do que estava anteriormente, mas consegui me organizar. Deixei de trazer muita tranqueira e isso foi bom. Talvez demore um pouco, mas os clientes irão se acostumar”, disse o comerciante Melquisedeque Leite de Oliveira que, na manhã de ontem, inaugurava sua bicicletaria na galeria. “Fiquei 13 anos na avenida e nem tive tempo de avisar todos os clientes, vou contar com os antigos vizinhos para falar da mudança.”
 
Em seu segundo dia de funcionamento na galeria comercial, o sapateiro Nivaldo Otoni de Carvalho também se mostrou otimista com a nova localização. “Abri no sábado e o retorno tem sido bom. Tem muita gente passando para ver como ficou. O espaço interno é suficiente para o meu trabalho”, disse ele, que trabalha com conserto de calçados.
 
Segundo nota da assessoria da CDHU, também funcionarão no imóvel atividades como mecânica, borracharia e móveis usados. A previsão é que os demais comerciantes mudem para o espaço até o fim desta semana. Na sequência, as garagens comerciais desocupadas serão destruídas pela Companhia, que considera as mesmas irregulares. “São precárias e desrespeitam as normas de segurança pública e vigilância sanitária, colocando em risco os moradores e toda a vizinhança”, diz a empresa.
 
Mais galerias
Além da galeria entregue, o bairro contará com outros quatro empreendimentos do tipo, que estão em construção na avenida Doutor Abrahão Brickmann. O próximo a ser disponibilizado tem dois pisos e um total de 23 boxes. Os comerciantes que serão transferidos para o espaço já começaram a ser habilitados pela CDHU. Em todas as galerias, os boxes são vendidos. O prazo de financiamento é de 360 meses e, ao término do contrato, os comerciantes serão proprietários do estabelecimento.
 

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