Diariamente, na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), há fila para registrar boletins de ocorrência. Agressões, ameaças, vias de fato (quando não há marca aparente de agressão ou morte), calúnia e injúria são alguns dos crimes praticados contra a mulher, que serão investigados depois.
E o número não para de crescer, especialmente em casos de lesão corporal, com base na lei Maria da Penha. Prova disso é que, no primeiro semestre de 2016, foram feitos 277 boletins. No mesmo período do ano passado, 234 agressões estiveram sob investigação. Isso representa quase 20% de aumento nas estatísticas.
Embora a lei Maria da Penha esteja em vigor há quase uma década, há ainda, segundo a Polícia Civil, vítimas que hesitam no momento de denunciar seus agressores, seja por medo, dependência ou por não saber o que fazer. Algumas, inclusive, buscam as delegacias depois para retirar a queixa.
Segundo a delegada Graciela Ambrósio, além da possibilidade de procurar a DDM, há um número específico para receber denúncias. O 180, a Central de Atendimento à Mulher, funciona 24 horas por dia e ajuda as vítimas, oferecendo orientações e amparo.
“Qualquer mulher que se sente agredida física, psicológica ou sexualmente, deve denunciar para o caso ser investigado. Assim, os culpados serão punidos”, disse Graciela Ambrósio.
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