Mesa branca


| Tempo de leitura: 2 min
Há, no Brasil, numerosa manifestação religiosa. Queremos, aqui, por interessante e curioso, particularizar o que, chamam de espiritismo ‘mesa branca’, mesmo referindo-se à Doutrina Espírita praticada em centros kardecistas. 
 
Dia destes, enquanto como convidados participávamos das atividades de uma casa espírita, aproximou-se uma senhora e indagou de um dos dirigentes se aquele era um centro de ‘mesa branca’. Logo soubemos que ela perguntava se o centro seguia as orientações da Doutrina de Kardec. 
 
No caso em foco, ficou evidente que a visitante não conhecia o Espiritismo, posto que, em não havendo cor determinada para as toalhas que lhe cobrem as mesas, a expressão ‘mesa branca’ é imprópria para designar trabalhos propriamente espíritas. Tal enunciado surgiu nos primórdios das práticas espirituais, quando os centros adotavam toalha branca sobre a mesa dos trabalhos, para significar pureza, e para diferenciar de outras práticas que, diferentemente, utilizavam coberturas coloridas. Jamais, porém, pretendeu-se que um costume significasse superioridade sobre os outros. 
 
Uma coisa, todavia, positivamente significativa, é a certeza de que, nos centros kardecistas, não se obriga o uso de toalha branca, sendo livres para usarem das cores que lhes aprazam, respeitando-se aqueles que a preferem alva. Quem sabe, pretendendo-se que a candura das almas operosas no bem seja certificada pela brancura do ambiente. 
 
Convém anotar que, nos centros que seguem a orientação de O livro dos médiuns, obra indispensável à prática mediúnica, a preocupação precípua é a de beneficiar quaisquer que sejam os necessitados, tanto encarnados quanto desencarnados, ainda que aqueles ou estes se mostrem, temporariamente, dispostos ao mal, disposição que, aliás, acaba por diluir-se ante os ensinamentos legados por Jesus, o que nos leva a concluir pelo fato de que os trabalhadores do Evangelho jamais se reúnem senão para a verdadeira caridade, indiferentes às cores das toalhas que lhes cobrem as mesas. 
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários