Taxista reage a roubo, aciona colegas e assaltante é preso


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“Era minha última corrida da noite. Estava pronto para ir embora quando a central avisou que deveria levar dois passageiros da avenida Adhemar de Barros até o Parque do Horto. Logo que os busquei, desconfiei das atitudes e do jeito que ele e o comparsa falavam. Mas decidi seguir. Quando ele anunciou o roubo, percebi que não segurava nenhuma arma e decidi pagar para ver. E consegui, junto com alguns colegas, segurá-lo e fazê-lo pagar pelos momentos de tensão e medo que me causou.” Foi assim que um taxista de 41 anos narrou sua madrugada de sexta-feira, após sofrer uma tentativa de assalto. Um dos ladrões, de 34 anos, foi preso em flagrante.
 
Passava-se das duas da manhã quando o taxista foi até a avenida Adhemar de Barros buscar o desempregado e outro indivíduo. Segundo seu relato, estavam bem vestidos e só despertaram suspeitas quando o agora detido, que sentou no banco da frente, disse para outros dois homens que “ia resolver um negócio”. “Fiquei atento e, pensando que poderia ser roubado, guardei meu celular. No meio do caminho, na avenida Eufrásia Monteiro Petráglia, o bandido disse que eu tinha perdido e devia entregar o dinheiro que carregava. Dei os R$ 69 que estavam em meu bolso”, disse.
 
Mas, ao perceber que o acusado não portava nenhuma arma, apenas simulava, o taxista reagiu e acelerou o carro enquanto pedia reforço. “O comparsa estava no banco de trás e pulou do carro em movimento quando viu que quem tinha perdido eram eles”.
 
Dali em diante, ficaram apenas o taxista e o ladrão no carro. Já na rua Padre Antônio Vieira, no bairro Nova Franca, o motorista acelerou o veículo e brecou de uma vez, fazendo com que o suspeito batesse no painel e, por estar com a porta aberta, caísse na rua. Ele ainda tentou correr e jogou todo o dinheiro da vítima no meio da via. Mas os outros taxistas já estavam esperando e conseguiram segurá-lo.
 
Segundo o taxista, em meio à confusão, o desempregado suplicou para que o deixassem ir embora. “Ele pediu pelo amor de Deus para não fazermos nada e não chamarmos a polícia. Perguntei se, depois do que me fez, adiantava falar isso. É revoltante passar por uma situação assim. Em 12 anos de profissão, presencio isso com frequência. Toda semana, um de nós se torna mais uma vítima e nunca se sabe o que pode acontecer”, desabafou.
 
O clamor do suspeito não foi ouvido pelos taxistas e logo que a Polícia Militar chegou, ele foi conduzido ao Plantão Policial. Devido às suas diversas passagens e histórico de furtos e roubos, acabou autuado em flagrante e recolhido ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca. Seu comparsa já foi identificado e será indiciado pela Polícia Civil.
 

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