Morreu hoje, primeiro de julho, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, o senhor Ulysses Bompan. Tinha 81 anos. Mesmo hipertenso e depois de ter sofrido dois AVCs no último ano - o segundo o privou do movimento das pernas, e o manteve preso à cama - gozava de saúde boa para sua idade. “Esteve sempre lúcido, em pleno domínio da memória. Conversava normalmente. O que o fez triste foi não poder andar mais, já que antes, adorava ir a lotéricas tentar a sorte”, disse sua companheira, Terezinha.
No domingo, 19 de junho, sofreu crise hipertensiva. Preocupada, a família chamou o Samu e o levou à Santa Casa. “Foi internado. Exames realizados na sequência, apontaram que ele teve outro AVC e, de novo, felizmente sem sequelas. O problema maior viria nos dias seguintes. Parte da debilitação que havia enfrentado no domingo em que o levamos ao hospital, se deu por pneumonia. Essa doença sim, acabou com ele. Permaneceu recebendo oxigênio até que seu organismo começou a sofrer falência de órgãos. Infelizmente, o perdemos”, disse Terezinha.
Era natural de Piracicaba. Seguiu a família a São Paulo. Conheceu Tereza, jovem francana, casaram-se e vieram morar em Franca. “Metalúrgico, encontrou trabalho rapidamente em Máquinas Poppi. Atuou lá além da aposentadoria, por competência”. Ficou viúvo dela em 2011. Não tiveram filhos.
Após um ano de viuvez, constituiu com Terezinha Martins união estável, tornando-se padrasto dos dois filhos do primeiro casamento dela, Elton e Greyce Kelly.
“Tivemos uma vida de respeito, carinho e boa companhia. Meus meninos e ele construíram relação de amizade e proximidade. Estão muito sentidos com sua partida. Minha filha me deu uma netinha há um mês, Helena. Para mim, ele só se foi depois da menina nascer, já que acompanhou com muito carinho a gravidez de Greyce, e estava vibrando para conhecer a menininha que, o tempo todo, chamou de bisnetinha”, disse Terezinha.
“Ulysses foi um homem bom, decente, tranquilo. Era inteligente, cuidava ele próprio de todas as suas coisas, documentos, atividades. Não bebia, não fumava. Cuidou muito bem de nós, como nós também cuidamos dele. Temos muitas lembranças boas de nossa vida em comum, e é isso que vale a pena. Deste mundo, nada se leva. Fará falta também, para nós, o bom humor dele. Ele era palmeirense, e eu, corintiana. Quando o Palmeiras ganhava, ela brincava muito com a gente. Sua alegria nos fará falta”, concluiu sua companheira.
Velório está acontecendo no São Vicente de Paulo. Sepultamento será realizado amanhã, dia 2, sábado, 13 horas, no Cemitério Santo Agostinho, com serviços da Funerária Nova Franca.
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