A Justiça absolveu o lavrador Maicon Eduardo de Souza Duarte, acusado de matar Arialdo Cesar Paião, em junho de 2015, no município de Pedregulho. A sentença veio após o advogado alegar legítima defesa e que o assassino confesso do também lavrador vivia sob ameaça constante e apenas reagiu às investidas feitas pela vítima.
O caso foi na fazenda Bom Jesus, no distrito de Igaçaba, onde os dois residiam e trabalhavam. Na noite do dia 28 de junho do ano passado, segundo a Polícia Civil, os homens estavam bebendo juntos quando teriam se desentendido após Paião passar a mão nas nádegas de Duarte e ameaçá-lo caso não passassem a noite juntos. Eles discutiram e, após a vítima adormecer, o acusado espalhou gasolina pela cama e pelo corpo de Paião. Em seguida, ateou fogo e fugiu. O quarto em que a dupla dormia ficou parcialmente destruído e consumido pelas chamas.
Uma testemunha que conhecia os dois lavradores e morava nas imediações relatou, aos investigadores responsáveis pelo caso, que estava prestes a dormir quando viu o fogo. O homem abriu uma das portas e usou um tapete para tentar salvar Paião, mas já era tarde demais.
Por conta do incêndio na casa, a polícia de Pedregulho foi acionada e, no local, encontrou a vítima carbonizada. Horas depois, Duarte foi visto por policiais militares de Rifaina perambulando às margens da rodovia Cândido Portinari, perto de Igaçaba.
Ele confessou ter cometido o crime e relatou que há dias vinha se desentendendo com Paião, que tinha passagens policiais por estupro.
O lavrador, sem antecedentes criminais, foi levado à delegacia e autuado em flagrante por homicídio qualificado. Ele permaneceu preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) até março deste ano, quando a Justiça determinou sua absolvição.
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