O ex-ministro Paulo Bernardo disse, ao ser solto, na noite desta quinta-feira (29), em São Paulo que vai demonstrar que é inocente.
Ao deixar o prédio da Polícia Federal, por volta das 23h, o ex-ministro falou que se sentia "constrangido".
"Sou inocente, isso vai ficar demonstrado. Essa prisão não era necessária. Eu estava em local encontrável, me coloquei à disposição da Justiça várias vezes para depor e durante dez meses. Felizmente, o ministro Dias Toffoli, do Supremo, teve o mesmo entendimento", disse.
Questionado a respeito da suspeita de ter recebido propina por meio do seu advogado Guilherme Gonçalves, que, segundo as investigações, pagou despesas do petista, ele afirmou que "isso não tem o menor cabimento". "Minhas despesas são pagas com meu salário."
Paulo Bernardo disse ainda que sua prisão foi embasada apenas nas delações premiadas do ex-vereador Alexandre Romano, o Chambinho, e do ex-senador Delcidio do Amaral, em que "houve muita manipulação".
O ex-ministro afirmou também que o Ministério do Planejamento não tem nenhum contrato com a Consist, empresa suspeita de fazer parte do esquema de desvio.
"Ela foi contratada pela Associação de Bancos e pelo Sindicato da Entidades de Previdência Privada. Quem quiser esclarecer isso deve falar com os bancos e essas entidades. Como foram esses contratos não temos a menor ideia", disse.
"Não tenho nenhuma relação com a Consist. O delegado esteve me visitando e perguntei para ele: 'O senhor teve o cuidado de perguntar para a Consist se ela tem alguma relação comigo?'. Acho que ele vai fazer isso."
Sobre o fato de Gonçalves prestar serviços para a Consist, o ex-ministro disse que ele "advoga para 300 pessoas" e que era necessário fazer as perguntas a ele.
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