De uns anos para cá cresceu o número de explosões em caixas eletrônicos, instaladas principalmente em agências bancárias e lojas de conveniência de pequenas cidades. O que preocupa, pelo menos até o momento, é que não há ações firmes no sentido de identificar, caçar e prender integrantes das quadrilhas que se especializaram neste tipo de ação. A questão não envolve apenas a segurança das agências ou seus funcionários. Hoje, quem mora em cidades pequenas sente-se acuado e ameaçado dentro de suas próprias residências. Em várias ações, normalmente o bando aparece portando armas pesadas, algumas de uso restrito das forças armadas, além de quilos de dinamite que usam para explodir os caixas eletrônicos para levar o dinheiro. Trocas de tiros tornaram-se comuns, colocando cidadãos na direção de balas perdidas.
Para se ter uma ideia, na região, apenas neste mês, a Caixa Econômica Federal foi o principal alvo. Na madrugada de ontem, ladrões fortemente armados explodiram caixas eletrônicos da agência de Pedregulho. Além disso, no dia 9 bandidos explodiram caixas eletrônicos em Guará e, no dia 21, em Ituverava. Em todos os casos, a investigação foi transferida para a Polícia Federal e não há qualquer informação a respeito do andamento dos trabalhos. Outro exemplo: em abril do ano passado, os caixas eletrônicos do Banco do Brasil instalados na sede do GCN foram explodidos por um bando fortemente armado e até hoje não há qualquer informação a respeito. A Polícia Federal, com contingente mais restrito e apenas uma unidade instalada na região (em Ribeirão Preto), não dá as respostas necessárias para estes e outros casos.
O que se percebe, no caso destes bandos organizados e especializados -- e que passam a atacar também empresas de transferências de valores -- é que a prisão de alguns elementos acusados de explodir caixas eletrônicas ocorre de maneira fortuita. Poucos casos são fechado à custa de investigação. Enquanto isso ocorre, a população de pequenas cidades (a maioria delas com um contingente policial bastante reduzido) como Pedregulho, Batatais e Guará, além de outros municípios onde também houve ataques, como Cristais Paulista, Batatais, o distrito de Estreito, Restinga, Patrocínio Paulista e Orlândia, permanece em alerta. Na maioria dos casos, os caixas eletrônicos deixam de existir, prejudicando os próprios correntistas. A Polícia Federal precisa se unir com as Polícias Civil e Militar da região para agir preventivamente, evitando-se que o medo tome conta de todas as pequenas cidades do Interior de São Paulo. Uma força-tarefa viria bem a calhar.
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