Prefeitura de Franca vai gastar mais de R$ 77 mil para reformar escola


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 O secretário do Planejamento, Nicola Costa, esteve na escola em abril para mostrar o laudo dos problemas do prédio para os pais
O secretário do Planejamento, Nicola Costa, esteve na escola em abril para mostrar o laudo dos problemas do prédio para os pais
Depois de gastar R$ 5,49 milhões em uma obra entregue há apenas três anos, a Prefeitura de Franca terá que desembolsar mais R$ 77,7 mil para reformar diversas estruturas da escola “Rubens Zumstein”. Para tanto, foi aberta, nesta terça, uma licitação para contratar uma empresa de engenharia para “serviços de reparo e obras complementares” na unidade de ensino. As propostas de preço deverão ser entregues na Prefeitura até as 9 horas do dia 5 de julho e a abertura será no mesmo dia, às 9h30.
 
A maior parte dos serviços abrangidos pelo orçamento se refere à fundação e estrutura, mas também estão incluídas partes hidráulicas, impermeabilizações, pisos, pintura, entre outros. As intervenções serão necessárias porque a escola já foi entregue com defeitos, que se agravaram nos últimos meses e a escola começou até a “se mover”. Diante da quantidade de rachaduras nas classes de aula e no refeitório, que começaram a aumentar, os pais de alunos temiam que pudessem acontecer desabamentos. Esse risco foi negado pela Prefeitura, mas foi confirmado que a escola estava “se movimentando” devido a um erro no projeto, que causou um giro nas vigas que suportavam as paredes. As constatações estavam em um laudo feito a pedido da Prefeitura e que foi apresentado aos pais, em abril. Na ocasião, o o secretário do Planejamento, Nicola Costa, esteve na escola e disse que as obras deveriam começar em julho e que durariam quatro meses.
 
Até a tarde de ontem, os pais de alunos ainda desconheciam a abertura da licitação. “As mães têm mesmo comentado sobre a reforma, que tinham prometido para julho, mas não comunicaram dessa licitação ainda”, disse a dona de casa Rita Valdete dos Santos Parra, 49. Quando informada, pela reportagem, sobre o valor do orçamento, a mulher mostrou preocupação. “O valor da reforma será alto, então temos que ficar de olho para saber se vão usar o dinheiro corretamente”, disse.
 
INVESTIGAÇÕES
Para o vereador Marcelo Valim (PSD), a construtora que fez a obra, no caso a FFC, deveria fazer os reparos e não a Prefeitura, que terá que usar o dinheiro dos contribuintes para isso. “O engenheiro responsável não fiscalizou na época e o valor da reforma é caro diante do investimento já feito para construção do prédio”, disse. 
 
Para avaliar as questões estruturais, um inquérito foi instaurado pelo promotor de Justiça da Habitação, Carlos Henrique Gasparoto, e uma audiência sobre o caso está marcada para o dia 19 de julho. A FFC foi acusada de participar de um esquema de fraudes na construção de creches municipais. 
 
 

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