Franca, interior de São Paulo, quase divisa com Minas Gerais, pratica excelência de ensino superior. É sede de instituições reconhecidas internacionalmente — Unifran/Cruzeiro do Sul; Unesp, FDF (Faculdade Municipal de Direito), Uni-Facef, Senai, Senac, mas poucos se lembram disso.
Em 19/06/2016, no caderno ‘Ciência’ da Folha de S.Paulo, a repórter Juliana Cunha escreveu o artigo ‘Como os filmes Divertida Mente e Relatos Selvagens nos ensinam a lidar com as emoções’ para relatar pesquisas comunicadas no Congresso Mundial de Neurociência, realizado em Buenos Aires.
Pesquisadores da Unifran/Cruzeiro do Sul, conduzem estudos e análises no mesmo sentido, e há tempos. Seu grupo Pare (Pesquisa em Argumentação e Retórica), já têm em gráfica o livro O animal que nos habita: a retórica das paixões em ‘Relatos Selvagens’, resultado de aprofundado estudo sobre o mesmo Relatos Selvagens, coordenado pelas professores mestres Maria Flávia Figueiredo e Fernando Aparecido Ferreira, em conjunto com a professora Maria Sílvia Rodrigues Alves, que se pós-doutora na Unifran.
O lançamento se dará em agosto. São dezessete capítulos escritos por alunos e catedráticos. Alunos de Medicina Legal do curso de Direito, orientados por mim e supervisionados pelo coordenador da Faculdade de Direito, Esdras Lovo, participam com um capítulo sobre articulação de crime segundo a motivação do criminoso, para refletir e permitir compreensão sobre a visão do ser social movido por paixões.
As instituições de ensino superior de Franca têm, com suas pesquisas, contribuído para a transformação pessoal e profissional de milhares de pessoas. A circulação do conhecimento que produzem é ferramenta de empoderamento e de libertação das amarras que mantêm cidadãos descuidados intelectualmente só como objeto de apoiamento da parte dos espertos. Pena que essa riqueza cultural seja conhecida somente por poucos interessados.
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário na Unifran/Cruzeiro do Sul
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