A questão é séria e, caso não receba uma resposta firme e definitiva do aparato de segurança oficial, poderá transformar o centro de Franca em uma ‘terra de ninguém’. O local, que concentra grande parte do comércio da cidade, tem sido assolado nos últimos anos por ladrões, trombadinhas e assaltantes que não se deixam intimidar nem pelos policiais, viaturas e guardas municipais que transitam por ali. Comerciantes estão investindo cada vez mais em ferramentas eletrônicas de segurança, mas nem isso é capaz de arrefecer o ímpeto de uma marginália que não teme a prisão e muito menos os processos. Tudo começa com um Código Penal leniente, que deixa transparecer uma impunidade que revolta o cidadão de bem e que leva os marginais a contarem cada vez mais na impunidade.
Hoje, conforme se pode acompanhar pelas páginas do Comércio, pelas postagens do Portal GCN e nos jornalísticos da Difusora, ninguém está a salvo. Os bandidos levam desde malotes com centenas de milhares de reais a um aparelho de telefone celular. Percebe-se que os aparatos de segurança pública (Polícia Militar e Guarda Civil Municipal) não estão conseguindo suprir as necessidades do cidadão que trabalha e transita pela área central da cidade. Os lojistas instalados pelo local são unânimes em dizer que trabalham sob medo constante, pois percebem que os patrulhamentos da PM e da Guarda são insuficientes para livrá-los da criminalidade. A Polícia Militar garante que é feito um policiamento ostensivo na área central, por viaturas de apoio e também por uma equipe de jornada extraordinária, chamada Dejem. Mas, diante da escalada dos casos de furtos e roubos, percebe-se que o contingente destinado ao local é insuficiente. Chegamos a uma situação que beira o insuportável.
Hoje, o francano precisa se cuidar para não perder bens adquiridos à custa de muito trabalho, como joias, relógios e telefones celulares. Além disso, evita andar com dinheiro. A ação dos bandidos não poupa ninguém: desde um transeunte desavisado até uma grande loja de departamentos são surpreendidos com a ação criminosa que não escolhe hora. A audácia da marginalidade exige que o aparato de segurança no centro seja reforçado, inclusive com agentes policiais a pé, capazes de intimidar elementos criminosos, trazendo de volta a tranquilidade que o centro da cidade, seus trabalhadores e seus frequentadores perderam já há muito tempo.
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