“Foi um homem bom, do bem, sempre determinado a vencer desafios. Só não venceu a depressão que se apossou dele”
Morreu nesta segunda-feira, na casa de seus pais, onde residia, o engenheiro elétrico e eletrônico e empresário Aluísio de Medeiros Liporoni. Tinha 49 anos. Conhecido como Lulu, apelido familiar que o acompanhou pela vida, foi vitimado por infarto fulminante do miocárdio. A morte foi constatada às 8 horas.
“Ele enfrentava grave quadro de depressão”, disse o pai, o advogado Castro Eugênio Liporoni. “Devagar, o homem bom, inteligente, responsável, bom pai, e sempre lúcido que meu filho era, foi se fechando em si próprio. Nos esforçamos em família, e não houve quem não tivesse participado com grande intensidade da luta para trazê-lo de volta. Foi um homem bom, do bem, sempre determinado a vencer desafios. Só não venceu a depressão que se apossou dele”, disse o pai, emocionado.
Aluísio estava separado de sua mulher. Do enlace, dois filhos, Túlio, estudante da Federal de Engenharia Eletrônica de Uberaba (SP); e Davi. Lulu era engenheiro elétrico e eletrônico, formado em Barretos (SP). “Após se formar, conquistou um ano de estágio na área de eletrônica de hospital de Cleveland, Ohio (EUA). A direção do lugar, especialmente interessada nos resultados que ele alcançou, lhe ofereceu Green Card para que permanecesse lá, e uma pós-gradução, mas ele não aceitou”, disse Castro.
Quis voltar para Franca. Aqui, abriu a empresa Tubotec, na esquina da rua Francisco Barbosa com a avenida Presidente Vargas, e dirigiu a empresa por cerca de 10 anos. ’”Fez rápida e fiel clientela. Sempre foi muito agradável com as pessoas, atencioso. Nos últimos anos, os primeiros sinais da depressão começaram a aparecer. Colocou em dia todos os seus compromissos com pessoal, fornecedores e clientes, e decidiu fechar a firma”, disse o pai.
Daí em diante, Aluísio se recolheu à casa. Tornou-se onipresente nas redes sociais. Tinha Facebook, Whatsapp e permanecia conectado muitas horas por dia. Mantinha contato com grande número de pessoas, mas, pessoalmente, se recolhia. “Como pais - Castro Eugênio e a senhora Sylvia Neuza de Almeida Liporoni - respeitamos cada passo que nosso Aluísio escolheu para sua vida, os de suas vitórias e, especialmente, os da triste caminhada dos últimos anos. Com o tempo, a gente envelhecendo, passamos a nos preocupar cada vez mais. Afinal, ele poderia ficar sem o nosso suporte, mas Deus foi grande e o levou para onde não há mais sofrimento. Certamente também nos dará conforto”, concluiu o pai.
No final de sua última semana de vida, Aluísio foi visitar o filho em Uberaba. Lá, disse a ele que “escolhesse um lugar para viajarem nas férias de julho”. Não conseguiu cumprir o compromisso. Também foi visitado por dois primos de São Paulo (o advogado Luís Alexandre Liporoni Martins, que atua no grupo Magazine Luiza; e o médico do hospital Albert Einstein, Leandro Aurélio Liporoni Martins), que voltaram à capital no domingo, para retomar suas atividades. Hoje, pela manhã, ocorria a divulgação da morte de Lulu. Fizeram meia volta e tornaram a Franca demonstrando o carinho que tinham pelo primo. Incontáveis amizades de Aluísio se uniram à família Liporoni, no último adeus ocorrido no velório São Vicente de Paulo. O corpo foi traslado ao cemitério municipal de Cristais Paulista (SP), às 16h30, e lá foi sepultado com serviços da Funerária São Francisco.
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