Lojistas e pedestres reclamam de insegurança


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Rose Teixeira, em pastelaria no Centro de Franca: câmeras de segurança, travas nas portas e grades para tentar evitar ladrões
Rose Teixeira, em pastelaria no Centro de Franca: câmeras de segurança, travas nas portas e grades para tentar evitar ladrões
Ter um estabelecimento comercial no Centro ou passear pelas ruas do calçadão tornou-se motivo de preocupação. A insegurança que tem tomado conta dessa região da cidade se acentuou com os recentes casos de roubos envolvendo lojas, um banco e também assaltos a pedestres.
 
O caso mais recente aconteceu na segunda-feira, dia 13, na frente de um banco na rua do Comércio, quando dois bandidos levaram um malote de R$ 100 mil após renderem um empresário. O caso tem sido comentado pela população nas ruas, que teme a violência. “Quando a gente vê esses casos de assaltos, fica até com medo de andar na rua, tem pouco policiamento aqui no Centro e os andarilhos tomaram conta das ruas”, disse a dona de casa Márcia de Jesus, 51.
 
Sentado em um restaurante na área central, o calçadista aposentado Benedito Marcos afirmou que tem o costume de ir ao Centro para “passear e ver o movimento”, mas que se sente inseguro. “Principalmente ao entardecer e à noite, fica mais perigoso. Gosto muito de vir ao Centro, mas um dos problemas é a falta de segurança”, disse.
 
Casos recentes de roubos de pedestres também chamaram a atenção nesses últimos dias. Um estudante de 14 anos foi agredido e assaltado por outros três jovens no Centro em plena manhã, no começo deste mês. Em maio, um universitário também foi espancado após um assalto. Na parte comercial, a loja do Magazine Luiza sofreu uma tentativa de furto de quase 40 celulares, no mês passado.
 
Os lojistas também se preocupam com o risco de serem assaltados e passam a investir na segurança particular para se protegerem. Numa pastelaria visitada pela reportagem do Comércio, os funcionários relataram que já foram furtados duas vezes só neste ano.
 
“Tivemos que colocar câmeras de segurança, travas nas portas e grades. Não chegaram a pegar muito dinheiro, porque foi à noite, mas levaram muitos cigarros, que são produtos caros”, disse a vendedora Osilília Marques, 62.
 
Em uma loja de utensílios domésticos, a situação se repete e, mesmo com câmeras, o estabelecimento leva prejuízo com pequenos furtos. “Pelo menos uma vez por mês somos furtados, às vezes as pessoas levam alguma coisa e só vamos notar depois. Se tivesse mais policiamento, acho que esses crimes iriam diminuir”, disse o gestor de vendas Kléber Alencar, 22.
 
Policiamento
A Polícia Militar, por meio da assessoria de imprensa, informou que é feito um policiamento ostensivo na área central, por viaturas da PM de apoio e também por uma equipe de jornada extraordinária, chamada DEJEM.
 
“A ação militar se baseia nas estatísticas criminais dos fatos registrados e não houve aumento significativo nos índices de furtos e roubos comparados com o ano anterior”, afirma a assessoria da PM.
 
A polícia alerta que é “importante que as pessoas tenham atitudes proativas em relação à sua segurança pessoal e patrimonial. Assim, devem ser evitadas atitudes vulneráveis como caminhar falando ao celular, abrir a carteira perto de estranhos e andar em locais pouco movimentados”.
 

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