Morreu Alvair Dias Francisco


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Alvair Francisco foi sepultado sábado, 25, no Cemitério da Saudade
Alvair Francisco foi sepultado sábado, 25, no Cemitério da Saudade
Morreu às 3h30 do dia 25, em sua casa, o senhor Alvair Dias Francisco, aos 62 anos. Exceção à obesidade e hipertensão controlada com rotinas recomendadas clinicamente, tinha excelente saúde. ‘Nada apontava que pudesse partir tão subitamente. Na véspera, levou resultados de seus últimos exames a seu médico, e ambos concluíram que ele estava muito bem. Deus, entretanto, é que sabe. No mesmo dia da consulta papai foi dormir e não acordou mais’, disse o filho Matheus.
 
Deixou viúva, depois de 22 anos de casamento, a técnica em enfermagem aposentada Janisse Ferreira. Do enlace, dois fi-lhos, Matheus, estudante de Ciência da Computação, estagiário na fábrica Tip Toy Joey; e Vinícius, estudante de Administração de Empresas na Uni-Facef.
 
‘O outro nome de papai era trabalho. Ele perdeu a mãe quando era muito jovem, e teve que trabalhar para auxiliar na criação dos irmãos. Foi aprendiz no jornal Comércio da Franca. Levantava muito cedo para distribuir o jornal, e nunca perdeu um dia de trabalho. Formou-se em Ciências da Computação na Unifran, mas não trabalhou na área em razão do alto custo de equipamentos para poder prestar serviços. 
 
Empregou-se em Calçados Fernandes, como pespontador. Ai sim, encontrou o caminho que o faria ser referencial, e não apenas pela área de trabalho. Construiu, na empresa, relação de respeito e amizade. Em certa época, propôs que o serviço que realizava lá, lhe fosse terceirizado. Aceitaram. Papai montou, em cômodo de nossa casa, sua atividade’, disse o filho.
 
Empregou os irmãos Mauro, Ivonice, Milza e Gérson, ensinando-lhes a profissão. ‘Também deu a mim e a meu irmão a oportunidade do aprendizado. Fez o mesmo, também, por mais uns dez garotos da vizinhança. Mesmo que não precisasse, acabava dando serviço a quem o convencesse que queria mesmo trabalhar, sair das ruas. Formou, desta forma, muitos e bons cidadãos’, continuou Matheus.
 
Na composição da renda da família, Alvair e Janisse contribuíram com a mesma força. ‘Mamãe trabalhou não raras vezes, em duas jornadas por dia, nos hospitais da cidade. Permanecia muito tempo fora. Papai não viu nada demais em assumir alguns dos serviços domésticos. Cozinhava, nos levava à escola, ia buscar, e nos educava como tinha que ser. Temos orgulho dos dois, mas há ainda um outro motivo que eleva infinitamente nosso respeito por eles. Papai nos levou à compreensão do que significa estar disponível 24 horas por dia ao outro, mesmo desconhecido; e foi totalmente apoiado por mamãe’, disse Matheus.
 
Refere-se a trabalho que o pai — a mãe sempre perto —, passou a desenvolver na Comunidade Santo Agostinho, da Igreja Capelinha. ‘Trabalhava nos quarteirões, aproximando vizinhos, orando terços em casas diferentes a cada semana. Há dois anos, ele se tornou coordenador geral da comunidade. O que mais nos emocionava era sabê-lo preocupado com gente que se afastava por discordância de pensamentos, ou por problemas da vida diária. Ia lá e mediava, até conseguir resultados. Não desistia nunca. Em resultado, aumentou muito o número de voluntários nas várias ações da igreja. Ficou patente o respeito que lhe dedicavam, no dia do sepultamento. Foi longamente aplaudido, em reconhecimento’, concluiu o filho.
 
Velório foi realizado no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, aconteceu ontem, sábado, 25, às 9 horas, no Cemitério da Saudade.

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