‘Adotamos a política pé no chão’


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O empresário José Luís Granero apresentará as novas linhas da Calvest e da Iod’s na 48ª Francal
O empresário José Luís Granero apresentará as novas linhas da Calvest e da Iod’s na 48ª Francal
Neste domingo, 26, será dada a largada à 48ª Francal (Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios), nos pavilhões do Anhembi, em São Paulo. Com a grave crise econômica que assola o País no últimos meses, a feira tem a missão de ser um alento para o setor calçadista e o foco no mercado externo seria uma saída para melhores vendas para diversas empresas francanas, entre elas a Calvest. José Luis Granero, diretor comercial da companhia, nos revela que pela primeira mês, nos quase 30 anos da Calvest (que completa três décadas no dia 10 de novembro), apostará em vendas para outros países. O empresário também nos conta os detalhes das coleções Primavera-Verão 2016/2017 que lançará durante a feira, tanto nas linhas masculinas (Calvest) como nas femininas (Iod’s). Confira!
 
Quais são as novidades da Calvest para esta edição da Francal? 
Além da linha social, entramos também na linha casual, que são as botas vanguarda e os sapatênis. Estamos apostando nas cores off-white, o preto , que nunca sai de moda, e estamos apostando também nas cores marinho, vinho e nas cores terrosas - capuccino e café claro. Trabalhamos com sapatos 100% em couro, alguns com detalhes a laser, bordados e estampas variadas. A panicat Carol Dias, que é nossa garota propaganda, também marcará presença em nosso estande na Francal nesta segunda-feira, às 15 horas.
 
E na linha da Iod’s, o que poderá ser visto nas vitrines da marca na feira? 
Optamos pela linha de scarpins em várias cores, que fizemos uma preview na SICC, de Gramado, e foi um grande sucesso.
 
Qual é o foco em negócios de sua empresa neste ano: mercado interno ou mercado externo? 
Até o ano passado, quando a Calvest possuía 29 anos, nosso foco sempre havia sido 100% no mercado interno. Em janeiro deste ano, contratamos um profissional para cuidar só do mercado de exportação. Estamos bastante otimistas em relação a esse nicho da feira, já estamos com cinco distribuidores para alguns países, que prefiro não revelar quais... Agora, segundo a organização da Francal, haverá muitos importadores presentes, então, estamos bem ansiosos.
 
Em tempos de crise econômica, quais foram as ações adotadas pela Calvest para se sobressair no mercado? 
Adotamos, em novembro do ano passado, a política “pés no chão”. Quando você produz um volume alto, você depende também de grandes grupos que compram volumes altos. No final do ano, comecei a perceber que esses grandes grupos estavam entrando em crise, atrasando pagamentos, diminuindo volume de compras... Daí, reduzimos nossa produção em 40% para esse ano. Essa foi a política que a gente adotou, porque a situação está realmente difícil para todo mundo, todos os mercados, só que a produção artesanal, que é nosso caso, sofre mais. Essa nossa estratégia tem dado certo. Tiramos o pé do acelerador e botamos o pé no freio. O Brasil todo está fazendo isso.

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